Bruno @bdelykleon
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Bharata
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O que acha dos livros e do trabalho do Bart Ehrman? Ele é quase venerado pelos ateus pelo seu trabalho com a historicidade do Novo Testamento.  Steve Smith
Os livros do Bart Ehrman são, em parte (a maior), compendios do que os estudos bíblicos americanos de matiz liberal concluíram nos últimos 100 anos e, em parte (a menor), algumas consequências que ele tira desse fato. Tecnicamente, o Ehrman é especialista em crítica pura do Novo Testamento, isto é, estabelecer qual é a melhor leitura, dada a tradição manuscrita, de determinada passagem do texto. Essa é a área em que ele publicou até recentemente quase exclusivamente. Aquilo que ele fala sobre história da igreja, confiabilidade dos evangelhos ele não fala como um especialista no assunto e, na maior parte das vezes, apenas contenta em repetir teses bultmannianas e nào engaja em debate com os grandes autores recentes: Martin Hengel, N.T. Wright, Richard Bauckham, etc. Nesse sentido, quando Ehrman fala de assuntos menos áridos para o público leigo ele é apenas um divulgador científico. Da mesma forma todos esses grandes "ateus" não passam de divulgadores, popularizadores, pessoas como Dawkins, Sam Harris ou Mike Tyson, a Carla Perez de ébano. Não significa que o que eles falam não tenha apoio acadêmico (EM PARTE o Ehrman tem) mas apenas que é direcionado para um público amplo e não debate com a bibliografia recente sobre o assunto.
No entanto, ele é "quase venerado pelos ateus" (note a sublime ironia da expressão) porque ele confirma suas visões e preconceitos.
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Você disse que nunca leria Tolkien por não ser alta literatura. Eu pensava assim, até que descobri o Tolkien filólogo, especialista em anglo-saxão (inglês antigo). Agora fiquei interessado em ler a literatura dele porque há muitas referências à língua e cultura saxãs. Não acha que é um incentivo?  Henrique, o Terrível
Não apenas à cultura saxã, o Sr. dos Anéis tem muitas referências literárias medievais, Chanson de Roland (morte de Boromir) é a primeira que vêm à minha mente (sem contar na óbvia referência ao tema do Anel, que faz parte da mitologia pã-germânica).
Não sei se falei que não é "alta literatura", apenas é literatura infanto-juvenil. Isso não significa ruim, apenas que não dá para ser lido como os originais em que ele se inspira.
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Po, Luca Brasi é um ícone.  Alex Sugamosto
Para ninguém dizer que falei mal da ave de rapina olavette.
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E eu vivi até este dia, em que Bruno cita personagens de Mario Puzo. Eu li o poderoso chefão antes de ver o filme, meu pai tinha o livro desde sempre. E me falava quase todo dia que o cantor (esqueci o nome) era o Frank Sinatra de nome trocado.  Marcos Vinicius S. Monteiro
Eu não li os romances. Só vi o primeiro filme também. Mas existe essa historia daquele cantor ser o sinatra e o Sinatra ter sido ajudado pela mafia.
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Olá, Bruno! Eu comprei pela internet um exemplar em inglês do "Asno de Ouro" de Apuleio com tradução de Robert Graves. Sabe se é boa essa tradução? Abraços!  Eπόπτες
Oi Rogério, não conheço essa tradução em especifico, mas sendo o Graves um ótimo romancista (I, Claudius e Belisarius são dos melhores romances que se passam na Antigüidade) e um classicista competente, imagino que essa tradução não tenha erro. Caso queira uma versão em vernáculo, há uma ótima tradução do Delfim Leão, publicada pela portuguesa Cotovia, eu recomendo. O "asno de ouro" é um dos textos mais fascinantes da Antigüidade e merece ser lido e relido.
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Os fins justificam os meios?  Steve Smith
Fiodor Dostoievsky respondeu essa questão neste romance:
Os fins justificam os meios?
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E quem está lá defendo o MECSPTRE a todo custo? hahaha.. Ele, o Falcão.  Alex Sugamosto
É quase um Luca Brasi (google it) do MECSPTRE.
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"Isso reflete o preparo dos nossos policiais e a condição psicológica dos mesmos." O uso do pronome 'mesmo' na frase está errada, não? Cada vez é mais comum ver gente falando assim, soa muito feio... 'a condição psicológica deles' me parece mais adequado.  Humberto
O correto, de acordo com a gramática normativa da língua portuguesa, é o uso do pronome possessivo de terceira pessoa, isto é: seu, sua. No entanto, com a coalescência gramatical das segunda e terceira pessoas no português contemporâneo, surgiu uma ambiguidade intolerável no uso de "sua". Dessa forma, a língua ainda está tentando criar um uso coerente para essa situação gramatical."Dos mesmos" vejo como uma tentativa letrada, enquanto "deles" é mais calcado no uso coloquial, razão pela qual você acha melhor.
A longo prazo, o uso coloquial deve vencer, mas por enquanto existem formas em competição.
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Por que não leu e nem pretende ler Tolkien?  Steve Smith
Porque é literatura infanto-juvenil e tomei conhecimento dela fora da época. No entanto, quando tiver filhos, planejo lÊ-los para saber se é uma boa literatura para dar para eles. Creio que sim, mas é preciso ver antes.
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Desculpe estar chegando tão atrasado no assunto, mas li em algum lugar aqui no ask que você escreveu nos Wunderblogs, procede? Se sim, era no "Fogo Grego"?  Diogo
C'est moi même.
Como disse um certo presidente: "Esqueçam o que escrevi!"
PS: A política do FH, no entanto, é extremamente coerente com sua visão do Brasil, de um país periférico no ocidente que deve se contentar com um papel secundário no mundo capitalista - a chamada Teoria da Dependência (que btw é uma visão marxista heterodoxa). Visão essa que considero falsa (muito embora, é forçoso conceder, tenho menos estudo do assunto do que FHC).
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Entendi a frase do Saramago de outra maneira, primeiro que é falta de senso de proporção, 1 século de comunismo causou dezenas de milhões mais mortes do que séculos de inquisição, e segundo é que a revolução é Inerente ao Comunismo, enquanto a Igreja pode existir sem a Inquisição, o que acha?  Steve Smith
Eu acho que não se pode avaliar algo pelo simples "body count", do contrário a fé Baha'i seria a fé verdadeira. A questão deve ser aprofundada para além dessas questões que você colocou. Em muitos momentos isso é colocado com pressupostos liberais que são intoleráveis (muito embora o liberalismo tenha uma sangrenta trilha de mortes, muito maior que a inquisição, mas nào precisamos lembrar isso). O ponto mais importante é saber se o comunismo (ou o liberalismo, ou o fascismo) apresenta uma visão integral da natureza humana, na minha opinião, não; mas o catolicismo sim.
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Você consegue ler Dostoiévski no original?  sadfasdfsadf
Eu li quando estudava, mas meu conhecimento de russo decaiu bastante, teria de voltar a estudar, etc, etc.
"podem eles mesmos ajudarem" Estamos de olho!  Yuri Irigaray
Hahaha, obrigado pelo puxão de orelha.
"Eles mesmos podem ajudar", etc, etc.
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"Me perguntaram como eu podia continuar sendo comunista depois da queda do muro de Berlim, da invasão da Hungria entre outras coisas, e eu podia ter respondido: você é católico? Como pode continuar sendo católico depois da inquisição?" José Saramago, comente.  Steve Smith
Acho interessante porque revela que mesmo um ateu comunista estabelece padrões morais mais elevados para a Igreja do que para qualquer outra instituição (não dá para igualar o tipo de morte causada pelo comunismo de um processo de direito - por mais defeituoso que ele possa ser), isso revela como, ainda que de maneira negativa, ele sabe que a Igreja tem um mandato divino mais elevado do que qualquer instituição humana.
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Olavo de Carvalho está pelo menos hoje entre os 10, ou entre os 5, maiores filósofos do Brasil? Ou ainda seria "o" maior?  Steve Smith
Esse tipo de ranking é infantil e tolo. Serve mais para adular o ego e justificar a vida e as escolhas de algumas pessoas do que para qualquer coisa útil. Olavo não tem fluência acadêmica para podermos avaliar a relevância da sua obra. Algumas pessoas consideram que ele tem contribuições legítimas para o pensamento filosófico (aqui tem um texto interessante: http://www.olavodecarvalho.org/textos/090313olavoenewton.html ), seria necessário que ele fosse lido e comentado para podermos avaliar a pertinência da sua obra. Não sou especialista em filosofia, portanto, não tenho traquejo e conhecimento para avaliar profundamente sua contribuição na área.
Mas se você quer a minha impressão é que suas objeções são muito mal organizadas em termos filosóficos, é tudo muito corrido, muito pouco denso, ele sai correndo, faz muitas afirmações peremptórias muito pouco sustentadas e baseadas. Além disso ele tem algo que sempre me incomodou que é o costume de """"refutar""" grandes filósofos em dois parágrafos (Kant, Descartes, Maquiavel, Nietzsche, Georg Cantor), o que revela a mesma pressa argumentativa. A impressão que passa é que ele tem certa falta de traquejo acadêmico, ou seja, ainda que ele possa ter bons insights [até parece que os tem] esses insights não sobrevivem por si mesmos e seria necessário que uma tradição olaviana reforçasse esse edifício. É um pouco como o Chesterton, com a diferença que o Chesterton nunca se arrogou filósofo. (se quiser saber, Aristóteles, Platão, Tomás, Leibniz, etc, TODOS dialogam de maneira muito detida com a sua tradição filosófica).
Portanto essa pergunta tem duas respostas, a depender da sua opinião do que é um filósofo, ou o filósofo é um pensador com grandes insights filosóficos, no caso ele PODE ser um grande filósofo, mas seria necessário aprofundar esses insights para ter uma ideia da sua profundidade. Até agora ele não foi muito bem maturado. A segunda opinião do que é um filósofo, que é o pensador mais sistemático, capaz de compor argumentos eficientes, com uma análise detida do que se discutiu, nesse caso, Olavo não é um grande filósofo.
Ainda assim, um filósofo como Newton da Costa parece ter uma importância maior para o pensamento filosófico mundial do que o Olavão.
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Gripp, qual é o mínimo que alguém precisa saber para não ser um idiota?
http://www.amazon.com/Great-Books-Western-World-Mortimer/dp/0852295316
(Eu me afastei muito da ideologia liberal dos "Great Books", que eu vi com muito carinho entre 2004 e, sei lá, 2012, mas há várias coisas discutíveis na proposta do Adler. A mais importante dela é essa noção tola de que o conhecimento ocidental basta na formação de uma pessoa. A própria noção de "ocidente" é uma noção complexa advinda do liberalismo britânico que mais exclui do que inclui muito da produção intelectual "ocidental". Além disso, o cânon selecionado tem um claro viés anglófono, com o qual não concordo. Apesar de todas essas discordâncias, como projeto educacional é muito bom, e os textos foram tão bem selecionados que podem eles mesmos ajudarem a se montar uma crítica do projeto de Adler, o que penso é uma boa virtude de seu método, por não ser dogmático.
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O Julio Lemos Completou a Discussão: https://www.facebook.com/ju.lenz.94/posts/536781996454344  Steve Smith
A postagem do Julio está corretíssima. O Olavo só fala merda nesse assunto.
O que define a valência de uma palavra? Há basicamente duas possibilidades: 1) a consagração popular ou 2) o uso dos grandes autores. Como "xingo" aparece em basicamente todos os dicionários (ainda que como "brasilianismo") não dá para negar a acepção (1): todos dicionários resolveram consagrar a palavra.
Quanto a (2), a presença da palavra em Guimarães Rosa e em Jorge Amado é um elevado indício do "pedigree" dessa palavra. Em um tipo de dicção - ainda que de caráter regionalista - essa palavra está consagrada. Não creio que o Joel escreva em um estilo rebuscado (na verdade ele escreve em estilo nenhum, mas isso não vem ao caso), então qualquer objeção ao estilo é estéril.
Eu achava que o Olavo servia para xingar os outros (emitir xingos?), mas ele fez uma crítica que, mesmo se verdade, seria completamente inócua com o Joel, pois ele não se pretende um estilista da língua. Pelo jeito ele só sabe atacar pessoas que têm os mesmo objetivos dele.
Só completando, "thou" não é uma mudança ortográfica, é uma pessoa com seus verbos "thou art/knowest", pronomes oblíquos, relativos (como o Julio mencionou), etc, o plural também foi modificado, o pronome oblíquoo "ye" é completamente morto. Algo que o Joel, com seus parcos conhecimentos gramaticais (sem problemas, não é o objetivo dele) tentou expressar. Além disso, o inglês sofreu muias mudanças nos últimos anos (ler, por exemplo, um autor como Sterne ou Fielding é um exemplo de como a língua mudou), em todos os aspectos gramaticais: maneira de fazer o futuro (o correto era "I shall be at home soon", etc), uso de verbos modais, etc, etc.
Então Olavo fala merda, e tá ficando vergonhoso.
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É dito que Abram Lincon comprou o parlamento para abolir a escravidão. Supondo que isso seja verdade, a sua ação é ou não anti-ética?  Guilherme Tomishiyo
É ética, porque a abolição da escravidão é eticamente (bem) superior à manutenção da democracia representativa (que não é um bem em si mesmo). Se a democracia representativa for um óbice ao bem comum, às favas com ela! Não sou nenhum habermasiano ou rawlsiano para acreditar nesse conto da carochinha.
PS: Não conhecia essa alegação. Eu conhecia a alegação que Lincoln passou por cima do sistema federativo americano e que, portanto, sua ação teria sido ilegal e portanto representaria o fim dos EUA. No entanto a constituição americana, o sistema federativo são bens inferiores (se é que são bens) à libertação dos escravos.
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Dói dizer, mas o Joel tem razão. Ou melhor, Olavão fez uma provocação tola, burra e idiota e esbanja ignorância depois disso.
Nível banheira do Gugu:
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Qual a melhor forma de se aprender francês?  Carlos M.
Apaixonando-se por uma francesa e vivendo um tórrido romance na Côte d'Azur.
(Ok: falando sério, estudar o básico em algum curso e depois ler o que for de se interesse e complementar com algum filme,a cultura francesa é muito rica, certamente vai ter algo que te interesse, eu aprendi lendo Molière e ouvindo as tranmissões da TV5 do Tour de France)
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O que seria feio no sistema gráfico do polonês? Comparativamente o tcheco apresenta as mesmas características de uma maneira mais "clean", e seria muito menos difícil aprender a língua polonesa se esta mesma adotasse um sistema semelhante, mas pô! fica meio duvidoso você dizer que tal língua é feia.  paulo
Fui só um pouco jocoso. Eu acho os dígrafos do polonês dz, rz, cz, muito estranhos, mas são somente uma grafia antiga (versões mais antigas do checo foram escritas com as mesmas convenções gráficas). Não acho polonês feio, pelo contrário, por ser uma língua muito próxima do checo, ela tem os mesmo fonemas só grafados de uma maneira diferente.
Quais são as línguas mais fáceis de aprender?  .
As mais próximas da sua língua materna ou de uma língua que você conhece bem.
Bruno, o que levou a aprender sânscrito?  Tomaž Hostnik
Eu fiz uma optativa de filologia indo-europeia e me interessei muito sobre o assunto (tanto que minha tese versa, em parte sobre isso). Para estudar indo-europeu é obrigação absoluta saber sânscrito, e então, quando tive a oportunidade de estudar a língua, em 2006, comecei. Porém, meu estudo foi meio inconstante, e só em 2011 eu voltei a estudar seriamente, com um professor que é aluno da usp.
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gdzie nauczyłeś się czeskiego? rozumiesz mi? bo wiem, że czeski to bardzo podobne do polskiego.  paulo
Nossa, eu estudei checo faz mais ou menos uns 10 anos, não tenho mais coragem para tentar escrever qualquer coisa nessa língua. De qualquer forma, com você mesmo disse, checo e polonês são tão parecidos (mais na fala do que na escrita, já que o polonês tem um sistema gráfico muito feio) que dá para entender alguma coisa.
Mas na minha universidade ofereceram um curso de tcheco e eu tomei gosto pela língua. Hoje em dia, minha fluência na língua é quase zero, infelizmente.
Olá Bruno, tenho uma outra pergunta, por que Deus permite o sofrimento dos animais? Eu até posso entender a questão de Deus permitir o homem sofrer por ter um propósito maior para ele, mas e a questão dos animais? Eles não tem um maior propósito, e parecem entrar como vítimas na questão Deus e Homem  Steve Smith
Há padres da Igreja que afirmam que o sofrimento animal também surge com a queda de Adão (esse dado seria irreconciliável com qualquer tipo de história natural, mas falamos de um plano superior de existência), dessa forma fenômenos como o sofrimento animal (e desastres naturais) também seriam frutos da queda.
No entanto, como a alma animal é apenas apetititva e vegetativa, ela não é capaz de obter a salvação da mesma maneira da salvação humana (individual). A salvação individual humana depende da sua potencialidade de conhecer e aceitar Deus e assim se tornar um partícipe de Sua divindade. Um animal, dada a outra constituição de sua alma, não tem essa via aberta. No entanto, como toda a criação vai ser restaurada ao estado edênico depois da Segunda Vinda de Cristo, até os animais vão obter uma forma de "salvação", que, no entanto, não passa pela deificação.
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