Bruno @bdelykleon
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Bharata
Ne du tout fol, ne du tout sage
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O que não pode ser comprado com dinheiro?
Pessoas, animais silvestres e plantas exóticas, posições políticas e eclesiásticas, fósseis, achados arqueológicos, e talvez esteja me esquecendo de alguma outra coisa.
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É vero que o uso de cores nos textos antigos é algo que parece sem sentido para nós mudernos?  ( ˘▽˘)っ♨
Não entendi a pergunta.
O que se chama de "darwinismo" em biologia hoje é da década de 30, Bruno - as pessoas que resolveram o impasse entre a descoberta dos genes e o princípio da seleção natural. Darwin é estimado, mas seu uso é mais "bandeira" que pesquisa.  Marcos Vinicius S. Monteiro
Valeu pelo comentário, Marcos. O mesmo vale para Einstein, Newton, Bohr e qualquer outro grande cientista. Ninguém lê os tratados originais desses caras, apenas os historiadores e filósofos da ciência.
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Publique uma foto do lugar que você mais gosta de visitar e passear!
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Bruno, só para contar que estou lendo o livro do Yves Congar que você recomendou sobre o cisma do oriente. Pequenininho, mas que livraço! Só as notas já valem a pena. Muito obrigado!  Diogo
Por nada!
Esse livro é muito bom. Esses autores que fizeram o concílio: Congar, Daniélou, Lubac são autores excelentes que têm uma compreensão muito grande do fenômeno religioso em geral. sem cair em manualística ou em apologética barata.Infelizmente, boa parte dos """"católicos"""" de internet tem mais interesse na apologética troncha que se vê por aí. É de se esperar, porque esse tipo de resposta é mais fácil e agracia o ego da pessoa, no entanto, é sempre falsa. É por isso que atrás de todo católico triunfalista sempre jaz um ateu em potencial, e por isso que vemos tantos ex católicos proeminentes de internet por aí.
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Darwin, enfim, está morto e passado?
Pelo pouco que sei, Darwin é raramente mencionado em trabalhos acadêmicos de biologia. A "Origem das Espécies" é, hoje, um livro datado e superado pela pesquisa recente. Um problema gravíssimo do "paleodarwinismo" é não saber descrever o mecanismo de transmissão das características biológicas, esse só veio a ser descoberto mais tarde, com o desenvolvimento da genética. Além disso, descobertas em todas as áreas da biologia feitas nos últimos 150 levaram o conhecimento a níveis que Darwin sequer sonharia em sua época.
Dessa forma, a única maneira pela qual se mencionaria Darwin em um trabalho acadêmico seria em uma discussão metodológica ou dos fundamentos da pesquisa biológica. Infelizmente, a vastíssima maioria os cientistas exatos tem bem pouco interesse nesse aspecto da sua área, o que faz dele seres ignorantes até da sua própria área de pesquisa. É por motivos como esses que você vê cientistas consagrados falando verdadeiras merdas de coisas que eles deveriam saber melhor.
Salvo engano, quem estudou Darwin, numa pesquisa filosófica, foi o confrade Rogério (Dionisio) ‎@oleniski.
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Qu é o melhor metodo para aprender linguas estrangeiras?  .
Imersão.
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https://twitter.com/grahamfarmelo/status/496622375195406336/photo/1 E aí, Bruno, concorda com a anatomia das óperas?  Diogo
Oi Diogo, achei engraçada a imagem, não acho que valha a pena criticá-la.
Mas eu respondo essa mais para dizer que meu gato subiu no meu piano e o resultado que saiu pareceu uma peça do Pierre Boulez.
Olá, Bruno. Me foi pedido que te repassasse estas perguntas: O curso de latim oferecido pelo CENEX-FALE na UFMG é bom? Compensa eu gastar dinheiro com ele?  Louis
Sim, é muito bom. Eu recomendo. Se tivesse feito há uns sete ou oito anos, teria sido meu aluno, hehe.
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Na sua lista dos Maiores Pensadores que influenciaram em sua formação de diversas maneiras, você listaria Olavo de Carvalho?
Em hipótese alguma.
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καλὸν νηγάτεον, περὶ δὲ μέγα βάλλετο φᾶρος (il.II43) por que o δέ é longo?  Rafael Frate
Boa pergunta. A resposta tradicional é "por que em alguns momentos as líquidas alongam a vogal anterior". Na verdade, isso tem a ver com muitas palavras que possuíam uma consoante que no grego padrão se perdeu. Um exemplo é νίφος, neve, que era originalmente *sneigh em ie, o grego homérico ainda guarda resquício desse *s com o alongamento ocasional antes dessa palavra. Há outros exemplos assim, não é o caso de μέγα, mas isso criou o precedente para se fazer esse alongamento.
http://ask.fm/bdelykleon/answer/104615555170 A Ciência Islâmica se estagnou há muito tempo, e até mesmo filósofos famosos como Averróis tiveram que fugir pro Ocidente para não ser mortos por Heresia. Compare o numero de prêmios Nobel de Israel Versus todo o Mundo Islâmico ao longo da história.
Se você mede conhecimento por "prêmios Nobel", não há futuro possível para a inteligência na sua cabeça.
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Espaço livre: pessoas com sobrenomes de 8 letras.  Bruno Metáforo
Schumann e Schubert.
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Apreciais Scarlatti, Bruno? Alguma gravação especial de suas sonatas para recomendar?  Diogo
Assaz. Gosto imenso de dois intérpretes de Scarlatti, Horowitz:
E Scott Ross:
importante também mencionar, embora não sejam "especialistas" em Scarlatti, as excelentes itnerpretações de Michelangeli:
E Argerich:
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"O Cosmos é tudo o que existiu, existe e existirá" Carl Sagan, comente.
A proposição "o Cosmos é tudo o que existiu, existe e existirá" não faz parte do Cosmos como entendido pela física. Logo, a afirmação é auto-contraditória. Um materialista coerente deve recusar o uso da razão e da linguagem, porque não são materiais.
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Bruno, a fissura do real, em duas dobras, descortina a tessitura do ser ressignificando o próprio ser enquanto ser numa intrincada trama auto-referencial pouco inocente e erótica que de des-vela re-velando num jogo dialético?  Yuri Irigaray
Veja bem, considero que sua análise, ao ignorar a intersubjetividade objetiva do subjectus cognoscens na pós-modernidade, beira a um neo-positivismo epistemológico. Afinal, como Kristeva disse: "o ser só se observa a partir do próprio Ser em uma fase pós-edípica". Desse modo, toda forma de significação ontológico-dialética é, ela mesma, um palimpsesto de autossignificações referenciais passadas. O simbólico só tem existência depois da ruptura metodológica com o Real.
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Bruno, já leste algo do Diarmaid MacCulloch? Gostas? Confias? Recomendas?  Diogo
Nunca ouvi falar. Agora vi que é um historiador da igreja. Não o conheço. A bibliografia dessa área é imensa e muito sectária, católicos têm sua história da igreja, protestantes têm a sua, ortodoxos têm as suas. São poucos autores que ultrapassam essas barreiras.
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Bruno, qual sua opinião sobre o Dodecafonismo?
Quando eu comecei a ouvir música mais seriamente, tinha uma repulsa (natural) pelo dodecafonismo. Então um belo dia comprei um LP de Pierrot Lunaire, me apaixonei e virei um interessado no dodecafonismo. Ouvi muito Schoenberg, Berg, Webern, Boulez e outros. Durante um bom tempo eu fui quase um "apóstolo" da nova música, e gastei muito tempo e dinheiro ouvindo e estudando essa música.
Anos depois posso dizer com maior propriedade. Pierrot Lunaire (e Wozzeck, e Erwartung, etc) é uma obra extraordinária, das grandes da história da música. Mas ela não é uma obra dodecafônica (nem Wozzeck, nem Erwartung, etc). O dodecafonismo puro, tal qual aparece na última fase do Schoenberg, é extremamente chato, tolhe a criatividade do compositor e não passa de um jogo bobo de permutas e transposições.
De um ponto de vista físico, o dodecafonismo é um sistema estéril, porque ele ignora as relações físicas entre as notas que são naturais. É quase como um comunismo musical, o resultado só pode ser anti-musical ao máximo.
O único compositor que consegue criar alguma coisa fascinante com ele é Webern, mas ainda assim, é algo muito longe do que mesmo Schoenberg e Berg conseguiram em sua fase "atonal" [ou, como corretamente diz o Boulez de tonalismo expandido].
Como exemplo deixo uma obra atonal, Pierrot, e uma obra dodecafônica:
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Obrigado pela recomendação do livro do Congar. Comprá-lo-ei. Um abraço.  Diogo
Se você procurar bem no fundo do seu coração*, você vai achá-lo.
*E no fundo de todo coração estão os sites russos de compartilhamento de livros.
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Olá Bruno, você teria um bom livro para me recomendar que tratasse das principais diferenças - teológicas, litúrgicas - entre o catolicismo romano e as igrejas ortodoxas orientais? Obrigado.  Diogo
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As pessoas reais continuam indiferentes?  Visagem
?
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Existem 4 tipos de teólogos no mundo: Os ruins, os bons, os excelentes e Joseph Ratzinger. Comente.
Ratzinger é um excepcional teólogo. A maneira com a qual ele abarca a filosofia contemporânea e estabelece um diálogo frutífero com ela, reconhecendo-lhe os méritos e notando suas falhas, é um exemplo maravilhoso para toda sorte de religioso que prefere se refugiar em uma ilha isolada. Eu diria que esse é a grande virtude de seu pensamento. É engraçado que, por ele ser aparentemente "conservador" em suas conclusões, muitos pensam o contrário, que ele é fechado à modernidade, muitos mesmo dentro da igreja, mas são pessoas burras que pensam por tags e não são capazes de lhe perceber o pensamento.
Eu admiro Joseph Ratzinger/Bento XVI.
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Deveria haver uma vírgula após "sei" ("sei, sim").  Yuri Irigaray
É verdade, perdão.
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Bruno, uma vez mandaram pra você "a idade média é invenção e nunca existiu" e você respondeu com um link dum artigo escrito uns anos após a morte de napoleão que dizia que napoleão não tinha existido mesmo, era uma metáfora, ou algo assim. sabe do que eu falo?  ( ˘▽˘)っ♨
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É verdade que Jesus nunca riu? Ou que pelo menos nenhum dos evangelhos retrata ele rindo?
Na Grécia antiga o riso tem o valor de leviandade, vaidade, frivolidade. O riso está associado com ligações sexuais, adultério e formas quetais. A deusa grega que sempre aparece sorrindo é Afrodite. Os Evangelhos não poderiam - por questões culturais - retratar Jesus rindo. Mas isso não significa que Ele não tenha humor - há formas muito elevadas de humor, sobretudo em suas respostas aos fariseus e saduceus em que Ele frequentemente inverte toda a lógica de suas cabeças: "atire a primeira pedra quem não pecou", "dai a César o que é de César", etc, etc.
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