Ask @FabioPauper:

Por que São João da Cruz gostava de caveiras?

Não é só ele. Os santos em geral gostam dessas coisas. Há figuras de S. Francisco de Assis com caveiras. No filme de Sta Teresa D'Avila, tem uma cena em que ela toma água numa caveira.
E por que isso? Malucos vão ver nisso uma prova de satanismo, ocultismo, etc. Mas não tem nada a ver. A tradição monástica eternizou a fórmula de S. Bento: "Memento Mori", isto é, "lembra-te da morte". Digamos que ter uma caveira é uma versão hard de lembrar do que o Eclesiastes diz: "Tudo é vaidade", tudo é efêmero, tudo passa. Dizia Sta Teresa: "Vês a glória do mundo? É glória vã. Nada tem de estável." A caveira te diz que amanhã você estará daquele modo. Será "pasto de vermes", como diz outro santo. A meditação disto te tira de um monte de frescuras e faz você deixar de ser mimado. Ela te desapega daqui de baixo e te coloca num estado de contínua atenção e confiança em Deus. É um remédio contra alienação. É por isso.

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É razoável, da perspectiva cristã, ver culpa no ateísmo?

Bruno Metáforo
Cada caso é um caso.
Às vezes, o sujeito é apegado ao ateísmo porque isto lhe rende alguma fama num círculo de amigos. A cada frase cética e blasfema, ele ganha aplausos e admirações. A cada debate na internet e ad hominens usados, sua lista de discípulos aumenta. Nesse caso, o cara é ateu por carência afetiva. Proclama sua autossuficiência, mas depende de ter o ego acariciado pelos colegas. Se terminarem assim, que vão para o inferno.
Em outros casos, a pessoa é um ateu um pouco mais sincero. Possui argumentos que de fato lhe convencem, mas é meio covarde. Quando se depara com idéias que poderiam lhe tirar do conforto da sua posição, ao invés de considerá-las mais a fundo, prefere ignorá-las e fechar-se numa espécie de escotoma. Depois, ele se auto-engana se afirmando convicto do que defende. Mas, na verdade, ele só não quer ter problemas. Esses também têm culpa.
Agora, há um terceiro tipo que é respeitável. É o ateu que estudou seriamente os dois lados, viu os argumentos, considerou tudo. Se livrou dos clichês e percebeu a coerência da religião, mas simplesmente não consegue acreditar. Ele até gostaria, mas dizer que crê é ser desonesto. Este tipo de ateu é mais sério e, se ele empreendeu de fato essa pesquisa com todos os esforços de que dispunha, como pode ser culpável? Puni-lo por ser verdadeiro? Não... Devemos rezar por estes, para que Deus também lhes conceda a graça inestimável da Fé.

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oi, sou catolico mas queria me converter pra igreja ortodoxa pq a igreja catolica ja perdeu os misterios iniciaticos e esotericos. mas nao sei qual das igreja ortodoxa jah perdeu tb (tem umas focolares). entao devo virar tariqeiro? me ajuda, nao aceito soh salvacao, quero realizacao metafisica. abç

A Igreja Católica perdeu o quê, rapaz? Não perdeu nada! Veja: hoje em dia, de fato, há uma ênfase dos católicos nos aspectos filosóficos e tal, até porque isso tudo isso dá status. Hoje a melhor forma de você conquistar meia dúzia de admiradores e puxa sacos é você dizer que é tomista e vez ou outra usar termos em latim. Se usar uns palavrões, melhor, porque aí vão imediatamente perceber que você é seguidor do Olavo, o que aumentará o teu status. Depois, se a pessoa for agressiva e afetada, isso parece que reforça a idéia, nos outros, de que ela é alguma coisa. Ou seja: dê uma de desequilibrado e chame isso de zelo e de intolerância dogmática. Agora, ridículo é você identificar isso aí com a Igreja.
Se quiser adentrar nessas questões esotéricas e iniciáticas, primeiro corrija suas intenções. Você parece querer isso aí como uma espécie de poder. Só que a vida da contemplação é uma totalmente contrária a essas disposições aí. Se você não corrigir isso tudo, o máximo que você vai conseguir é forjar uma idéia pessoal de mística ou de esoterismo, fazer cara de contemplativo no espelho, assumir uns trejeitos extraterrestres com olhos de peixe morto e passar o tempo forjando experiências que só existem na tua cabeça. Então, a primeira coisa - seja no catolicismo, seja na ortodoxia, penso eu - é corrigir as tuas intenções e não querer que a vida espiritual seja uma extensão das tuas tolices.
Depois, se quiser conhecer a mística católica - que é atemporal e, portanto, não passa - estude S. João da Cruz, Sta Teresa D'Avila, Santo Afonso, etc.
E não deixe o catolicismo. Deixe de doidice, isso sim.

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por que os brasileiros leem tão pouco e os jovens , a maioria, se é que leem, é só bobagens?

Continuando..
Entrei no formspring e aquilo foi um baque. Havia gente inteligente demais e eu, que estava relativamente confortável com o que sabia - um aspirante a tomista ingênuo -, me deparei com coisas que me ultrapassavam sem fim e que questionavam o que eu tinha por óbvio. Eu às vezes ficava mal psicologicamente. É tipo o desconforto do cara lá que saiu da caverna. E depois de um tempo eu não soube administrar direito essas coisas, o que me paralisou. Parei de escrever. Somente bem depois, quando a coisa se rearmonizou, e eu perdi um tanto daquela pretensão inicial, é que voltei a querer dizer coisa ou outra, vez em quando, além dos gracejos sem graça de que gosto. Mas foi um processo extremamente salutar. A educação, entendida no seu sentido original, é justamente o de rompimento dos limites do teu horizonte conceitual a fim de que você abarque mais, veja mais longe, e isso abrange coisas que ressignificam o que já se sabia, e tudo vai ficando mais claro. É quando a linguagem deixa de ser auto-referente. Desde então, eu estudo mais e tenho mais consciência dos meus limites e lacunas. E é por isso que eu acho viadagem esse cara que fica reclamando, sem cometer um erro de português, que perdeu tempo, que já tá com 18, etc. Eu vim acordar pra certas coisas já com mais de 25, e não fico por aí chorando qual menininha apaixonada. A gente tem de aproveitar o que nos é dado. Meu pai é muito inteligente, mas nunca estudou. A vida foi dura com ele, mas ele não fica se lamentando. Acho que um homem não deve ficar com essas frescuras.

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Pq o homem é o sexo fragil?

O homem suporta bem menos dor física que as mulheres. Além disso, ele dispõe de infinitamente menos estoque dissimulativo e tem menos paciência e habilidade para jogos afetivos. Assim, ele tende a deixar transparecer de modo muito mais direto e desde o início as suas intenções, de modo que se torna um forte candidato natural a joguete e marionete nas mãos delas, que ficam prevendo - porque manipulando - os passos do rapaz. Isso tem provocado medo nos homens... Acostumados a seguir uma espécie de lógica afetiva compensatória, eles vão descobrindo que isso não dá certo. Coitados.. E eu tendo a pensar que eles são mais carentes, mesmo.
Ahh, mas e os alfas? Os alfas são uns cornos! Hehehe...

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Quais perfis me recomenda seguir?

O q fazer para esquecer alguem?

O Jung dizia que um amor se esquece quando é substituído por outro.
Com relação à paixão, desde a época em que fazia Psicologia, eu comecei a achar o mecanismo do apaixonamento um tanto similar ao da neurose. Com efeito, assim como esta, a paixão distorce a realidade, e pode ser entendida como uma associação da energia psíquica - o que em Psicanálise se chama 'catexia' - numa dada pessoa. Esta energia, com os devidos esforços, pode desvincular-se e associar-se, depois, a outro sujeito. É por isso que algumas pessoas, ao reverem aqueles por quem tinham estado apaixonadas antes, costumam dizer: "mas o que foi que eu vi nessa criatura?"
Se distraia da pessoa. Vá conhecer outras coisas, ou outras pessoas. Evite ficar pensando nela. Não vá beber, não. Tente alargar a sua visão para que ela abranja muito mais do que uma pessoa. Considere que a vida é muito mais complexa e rica do que isto que agora você está percebendo. Isso aí é uma prisão. Saia disso.

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por favor, explique a ideia de Maria como nova Eva

Eva é a mãe dos homens na ordem da Natureza. Maria é a mãe dos homens na ordem da Graça.
Eva foi tentada por um anjo: Lúcifer. Maria foi anunciada por um anjo: Gabriel.
Eva foi infiel diante da árvore do Éden. Maria foi fiel diante da árvore da Cruz.
Eva desobedeceu, querendo ser como Deus sem Deus; Maria disse o seu "Fiat" e se chamou a si mesma de "escrava".
Eva perdeu a Graça. Maria gerou o Doador da Graça.
Eva deu ao mundo o fruto da morte. Maria deu ao mundo o Fruto da Vida.
Eva foi vencida pelo demônio. Maria venceu o demônio absolutamente.
A Virgem Maria corrige tudo quanto Eva fez de errado.

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Os protestantes afirmam que beber é pecado porque Pedro escreve ''Sede sóbrios'' no novo testamento. O que acha disso?

Sobriedade aí significa moderação. Não tem uma relação imediata com bebida. Esse tipo de puritanismo entende que um ente específico é um mal em si. A moral católica, pelo contrário, considera-o mal em virtude do seu efeito. Portanto, não faz mal nenhum beber, desde que haja moderação. Até Jesus bebia nas festas. No livro dos Cânticos, se diz que o amor de Deus inebria mais que o vinho. A seguir esse tipo de interpretação tabajara, deveríamos nos abster do amor divino, o que é absurdo. Provavelmente o criador desse tipo de hermenêutica devia estar muito bêbado.

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Fábio, como são suas aulas? Você dá aula para ensino médio, não é? Como são as aulas para cada ano? Você tem de adaptar muito o que sabe para que os alunos acompanhem a aula? Eles conversam muito durante as aulas? Você usa apostilas do colégio? Você ensina história da filosofia para eles?

Minhas aulas são basicamente "expositivas e dialogadas".
Sobre a divisão dos assuntos, há uma matriz curricular oferecida pela secretaria estadual de educação. Mas a gente tem alguma liberdade de fazer uma própria, com base naquela.
Quando a gente é preparado na facul, com as aulas de estágio, aprende a adaptar as coisas, utilizar recurso não filosófico, e outras balelas. Nunca concordei muito com essas estratégias mirabolantes, então não as utilizo. Mas quando entrei pela primeira vez numa sala de aula, fiquei impressionado com a baixa compreensão dos alunos. Uma das exigências da faculdade é a de que utilizemos textos filosóficos dos próprios autores clássicos. Mas eu percebia que os alunos não sabiam sequer interpretar um enunciado simples. Imagina ler algo da Metafísica de Aristóteles, por exemplo? Eu costumava perguntar à minha professora de estágio: "se meus alunos não sabem sequer ler direito, como eles lerão um trecho de Kant?", ao que ela respondia: "eu não tenho resposta para isso".
Então, o que eu faço: eu pego apenas o essencial, o miolo da teoria, bem mastigado e por cima: lanço o problema que ela pretende resolver, evidencio a ligação disso com o cotidiano dos alunos, e vou explicando milímetro a milímetro, de modo que a exposição não fique saltada nem as teorias pareçam postuladas. Se não fizer sentido na cabeça do aluno, não é Filosofia. Às vezes é preciso demonstrar uma mesma coisa de vários modos diferentes para que alguma luz se faça na mente dos meninos. Mas quando isso ocorre é compensador. Às vezes, eles estão no caminho da coisa, mas como é tudo muito novo pra eles, eles desistem no meio do processo dizendo: "isso é doidice..."
É muito complicado encontrar um assunto que interesse aos alunos mais do que as suas paqueras, suas conversas do whatsapp, e suas curiosidades sobre o que fulano fez ou deixou de fazer na noite passada. Por isso, é complicado impedir que conversem. Depois, há o hábito de não estudar. A escola já não é vista por eles como ambiente de estudo, mas como lugar de zoação.
Não gosto de usar livro. Vez em quando digo a página onde tem aquele assunto.
Sim, eu sigo uma perspectiva histórica, mas enfatizo mais os temas do que os filósofos, e mas as razões pelas quais fulano disse isso ou aquilo do que o mero fato de ele ter dito isso ou aquilo.

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Agora nos responda: como é a sua felicidade?

Isto é uma coisa que exige atenção. Aliás, tudo exige atenção. Daí a importância da contemplação.
Todos nós - com exceção dos que tiveram um passado muito traumático -, temos saudades da infância. Quando eu estava saindo da infância e a caminho da adolescência, eu via de modo muito claro que estava deixando algo muito bom e indo para um estágio em que aquilo não iria estar. Era muito patente pra mim. Quando nós somos crianças, a gente está mais disposto à felicidade, e talvez seja por isso que esta se torna uma das condições para adentrar no Reino dos Céus. As crianças de hoje têm muito menos disso, penso eu.
Uma criança geralmente é simples, e deseja os seus modestos bens de um jeito muito humilde. E como tudo é muito novo para ela, ela não enquadra as novas experiências em expectativas ditadas por experiências prévias. Neste sentido, ela é pobre: recebe de mãos abertas o que vem. Para ela, é normal não saber. E assim, ela é completa, é dada, ela mergulha no novo.
Um adulto, quando se diverte, quer logo fotografar, porque quer se apropriar daquele momento. Ele contamina o presente com um futuro imaginado, e com um passado lembrado e que termina servindo de critério para a apreciação do agora. Isso tudo impede a totalidade, a espontaneidade, a naturalidade. A felicidade não é algo que se controla; ela não é um objeto que se pode visar. Ela é sempre companheira das disposições corretas da alma. Quando estas ocorrem, ela aparece. Acontece que faz parte dessa disposição que a própria felicidade não seja o objeto primeiro a ser buscado. Quando uma pessoa busca a própria felicidade enquanto gozo subjetivo, desprovida do bem do qual ela é acompanhante, esta pessoa a contamina egoisticamente, e a alegria perde o seu frescor, a sua virgindade. Antes de ela chegar, a pessoa já coloca mil e uma condições às quais ela deve se adequar. Acontece que a própria pessoa que coloca estas condições não sabe o que é ser feliz. Logo, ela não tem nenhuma possibilidade de fazer este julgamento, de modo que aquilo que aceite o enquadramento feito não será, por força, felicidade, mas apenas a expectativa do que ela é. E quando o sujeito se depara com a expectativa do que julgava ser felicidade, o seu coração percebe intuitivamente que aquilo é muito pobre, que ainda não é aquilo.
Se a felicidade, então, é algo desconhecido, é preciso arriscar-se, ser um "pirata" existencial. Daí que a felicidade está para além do medo. Quem não vence os medos - que são expressões do próprio egoísmo -, não pode ser feliz. O pecado é fruto do egoísmo, e é expressão do medo, que é fruto da descrença. O pecado é a tentativa de dar a si mesmo o que falta, e esta tentativa só é levada a termo por causa da fraqueza e porque falta Fé.
Todos nós já experimentamos, acredito, momentos em que a felicidade não nos importava, e de repente ela surge, espiritual e selvagem, vindo à gratuidade do nosso coração. Não tentemos detê-la. Ela é como Aslam: não pode ser domada.

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Me recomenda asks que tenham boas respostas? Não precisa ser só católico, mas pode ser católico também

O que fazer se sinto desejo homossexual?

Primeiramente, saber distinguir entre o desejo e você. Uma coisa não é a outra. Depois observar isso direito: há de fato desejo homossexual? O que você sente pelo outro sexo? Às vezes, a pessoa está meio confusa, e até com medo, e fica se autoobservando. O resultado de uma autoobservação medrosa é geralmente ver coisas que nem sempre são reais. Eu já me sabotei muito assim, e os padres tiveram de ouvir coisas que subjetivamente eram reais na hora, mas objetivamente não.
Mas se você de fato é gay, tem que saber também que o teu desejo está objetivamente desordenado. Veja: ter desejo não é pecado, pois isso é um negócio pré-racional. Sentir desejo pelo mesmo sexo não é ainda pecado. O pecado estaria na prática, porque aí você está vinculando o teu eu pessoal a este desejo. E como o desejo é desordenado, você está se identificando com a desordem. O que você tem a fazer, se for esse o caso, é, depois de ter claro que isto é um desejo desordenado, evitar qualquer tipo de revolta. Perceber que isso será um drama particular teu, uma dificuldade pessoal, e todo mundo tem sempre alguma dificuldade particular. Sofrer é de todos.
Depois, peça a Deus a força de viver como deve. Evite alimentar isso aí com imagens na internet, porque há um mecanismo cerebral que vai reforçar essa disposição. E tenha paciência. Se você é católico, a Confissão existe para quando caímos. E lembre-se do seguinte: para maiores dificuldades, maiores vitórias e maiores méritos. Isso aí pode ser o teu trampolim para a santidade.

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Pela sua ingenuidade, seu próximo passo é cisma e se brincar, mudança de religião. Leia Guénon, mas saiba que faz mal, e é absolutamente desnecessário. Por que um católico, diante de tantos escritos de santos e análises de teólogos sérios, precisaria de ler doutrina de um homem obscuro como Guénon?

Eu fico aqui impressionado com as suas pretensões à onisciência. Eu não vou me curvar a você, Satangô. "Só a Deus adorarás."
Ler uma coisa não impede de ler outra. Não é por ler Guénon que eu não vou ler os santos. Você é o típico fideísta medroso. Acha que ter Fé é ter medinho de tudo. É o clássico católico anêmico asséptico neurótico hipocondríaco espiritual.

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Fábio, terminei um relacionamento e me encontro numa fossa extrema. Ainda nao fui à faculdade, nao consigo comer e sinto que minha alma está se desintegrando. Estou completamente mal. O que devo fazer? Recomenda alguma prática ou leitura? Obrigado.

Bem.. Eu passei por algo parecido há algum tempo. Um sofrimento que reverberou e se arrastou por meses a fio e com evidentes reflexos somáticos. Dizem que eu tenho uma alma feminina. Lembro-me que, ainda na pré-adolescência, estava eu meio interessado numa menina moreninha, e meu pai havia dito: afastem o Fábio dela, porque eu sei o tipo de coração que meu filho tem." Meu pai estava se referindo à minha sensibilidade nessas questões. E ele estava certo.
Que tipo de conselho eu posso te dar? Na verdade, a única coisa que posso dizer é pra fazer o que eu fiz: aguentar e ser forte. É claro que é difícil, mas tem de ser assim. Os sofrimentos, inclusive amorosos, clamam pela nossa atenção e são caracterizados por uma tensão impaciente que quer, a todo custo, uma resolução rápida. Porém, se bem vistos, eles podem ser uma boa oportunidade de crescimento e maturação pessoal.
Sempre que penso em sofrimentos desse tipo, me vêm à mente uns trechos do Lewis, no "Quatro Amores":
"Iremos aproximar-nos mais de Deus aceitando os sofrimentos inerentes a todos os amores e oferecendo-os a Ele, em lugar de fazer tudo para evitá-los. É preciso despojar-nos de toda a nossa armadura defensiva. Se nossos corações tiverem de partir-se, e se Ele escolher este como sendo o meio de parti-los, assim seja."
Por isso, não se feche e não perca o horizonte de possibilidades da tua vida. O mundo é bem mais vasto que isso. Agora você está numa sala escura; mas simplesmente comece a andar pra frente e já já você avista a luz. Isto pode bem ser uma lapidação do teu coração para que ele se torne mais belo e disposto ao amor; não o feche. Descubra a tua força nisso aí. E peça a Deus pra te ajudar. Ele é bom e ajuda.
Hold On!
http://www.youtube.com/watch?v=tL1ksmcAoG0

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