Caro amigo, tratam-se de filmes de ficção, ficção científica, ou seja, trabalham com nossas fantasias.
Fica difícil imaginar uma batalha entre civilizações intergaláticas sem aquelas naves que não possuem design aerodinâmico que lhes permite voar em velocidade - mas, para que aerodinâmica, se no vácuo espacial não há resistência do ar, como no caso dos aviões?! Como pensar em emocionantes combates entre alienígenas sem as explosões gigantescas e os belos efeitos especiais de raios energéticos em neon brilhante multicolorido?!
O cinema, a TV, a arte dramática e as artes em geral possuem esta liberdade, a de optar por situações impossíveis ou pouco prováveis na realidade racional - a ficção - para estimular as emoções que fazem da arte bela e interessante.
Assim como os raios, estrondos e explosões seriam impossíveis no vácuo espacial sendo justificados pela ficção da sétima arte, também outras situações ocorrem sem que haja correspondente real - por exemplo, só mesmo em novela e filme a filha do patrão se apaixona pelo empregado de baixo escalão da empresa do pai, o filho do prefeito namora com uma menina que vive na favela, e outras situações interclasses que na realidade podem ocorrer só em teoria, ninguém nunca viu na realidade.
Outro exemplo, em filmes de ação, a facilidade com a qual um homem só derrota pelotões de dezenas de homens treinados, escala paredões, obtém e opera armas pesadíssimas como se fossem de brinquedo, carros que explodem e destróem quarteirões a partir de uma simples batida, homens que atravessam abismos equilibrando-se sobre fios elétricos, mergulham e atravessam longas distâncias sob a água sem perder o fôlego, invadem aposentos de chefes de Estado armados com um simples canivete e etc.
Ficçao amigo, ficção! E convenhamos: nossa vida seria muito sem graça sem a ficção... todos sabemos que aquilo não é real, mas com certeza é entretenimento. Muitos condenam, dizem que a ficção nos aliena, mas devemos ter o pé no chão para distinguir o entretenimento ficcional da vida real.
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