Inferioridade. Porque tenho consciência de tudo o que um dia me fez mal. Em momentos de loucura, penso que sinto falta de ser alienada. Mas ainda prefiro melancolia à loucura como companheira. A verdade é sempre melhor, doa o quanto doer.
Não, isso faz parte da cultura da hiperssexualização e do assédio -da qual a mulher não é responsável, tampouco agente reprodutor, enfatize-se.
Acho necessário conversar sobre erotização precoce, sobre encontrar legitimidade diante da objetificação, sobre o sentimento de adequação apenas quando alguém nos deseja eroticamente. Não raro, percebo no meu meio social a existência de mulheres que não saem de casa sem sua sensualidade em evidência e acho isso um problema. Além de bater nessa questão da legitimidade, ela esbarra na questão do padrão estético vigente. Estar mais bonita é estar em sintonia com padrões eurocentrados, elitizados e magros. Não vejo nenhuma ruptura nesse sentido, de modo geral.
Mágoa, insegurança, inveja, sentimento de injustiça, sentimento após ser humilhada.
"Vai estudar pra ser alguém na vida"
"Mas ela gosta"
"Mas ela quis"
"Ela é novinha, mas tem corpo de mulher"
"Mas nem todo homem"
"Isso é questão de gosto"
"Você não acha que isso é vitimismo não?"
"Você é diferente das outras"
"Me-ri-to-cra-cia"
"A culpa é da Dilma"
"A gente é responsável por tudo o que nos acontece durante a vida. Se aconteceu com você, é porque você buscou isso."
"Isso é racismo/machismo/homofobia inversa"
"Se te faz bem, tudo bem"
" (aquela frase do Morgan Freemam do dia da consciência negra)"
"Rock é melhor que funk"
"Mas eu te amo"
"Mas ele é trabalhador e honesto"
"Você não é casada com um homem e sim com uma pessoa".
Um pequeno desabafo sobre essa última: foi dita por uma psicóloga à minha mãe enquanto ela desabafava sobre os erros do meu pai. Se meu pai visse minha mãe como pessoa e não como mulher (inferiorizada, subjugada), muita coisa seria diferente.
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No Dia Internacional da Igualdade Feminina, essa é uma das piores perguntas pra se fazer. Melhorem!
Mas é. Dizem que a barba is the new tamanho de pau.
Procurar um caminho que te permite saber que ela pode não existir.
Senso comum.
Embora "Blue is the warmest color" seja um filme problemático, não consigo problematiza-lo a ponto de deixar de gostar. Eu o vi pela primeira vez em dezembro de 2013 (dia 15, salvo engano). Nesse dia eu escutei muito Out of touch (Hall and Oates). Coincidentemente, meses antes, me peguei ouvindo essa mesma música. E foi justamente na época em que eu descobri que lançaria um filme nessa temática.
Enfim, a música não faz parte da trilha sonora, mas marcou muito devido a essa conjuntura.
Não sei, nós temos muitos problemas. Mas uma boa parte se daria se não ignorássemos nossa responsabilidade histórica. Por que insistir que não se deve olhar no retrovisor? Consciência histórica é o maior legado de um povo. E o nosso já é cheio de esquecimentos.
Você tá perguntando isso pra mim?
Então, o meu ascendente (aquário) não me permite delimitar características dessa forma maniqueísta. Daí, fica a teu critério decidir o que é qualidade ou defeito de um capricorniano, certo? Eu gosto muito do meu signo solar. E acho que não poderia ser diferente, já que tenho tanto dele (stellium, inclusive) no meu arcabouço astrológico. Mas me reconheço como pessoa chata, desconfiada, teimosa, inquisidora, cética tal qual capricorniana mesmo. Também tenho um certo ar de autoritarismo e intolerância, essa coisa de não saber perder, de querer ser bom em tudo que faço. MANS, como boa capricorniana, não costumo seguir aquilo que me é predestinado. Então acabo não sendo boa em nada. :p
Provavelmente, alguma DR.
Não.
Amor como afeto político.
É bom não ser a única, viu. Porque a impressão que tenho quando penso nisso é de exclusividade. :(
Não. Aliás, se existem desafios na minha vida, um deles é saber perdoar e saber enxergar perdão diante dos meus pedidos de perdão. Porquê, pra mim, não existe coisa mais patética que um pedido de desculpas mentiroso. Quando me deparo com "desculpas" faço perguntas básicas: — Se arrependeu? Faria diferente se pudesse voltar no tempo? Se a resposta é negativa, não tem que pedir desculpas. E nem exigir isso de volta. De resto, tudo é banal.
"A verdadeira escolha livre é aquela na qual eu não escolho apenas entre duas ou mais opções no interior de uma conjunto prévio de coordenadas, mas escolho mudar o próprio conjunto de coordenadas." (Lênin)
- Quando algum familiar for lesbofóbico, misógino
- Quando algum familiar for racista
- Quando algum familiar for socialmente escroto.
Muda-se o mundo, mas não a família. Tsc.
No geral eu sou sim. Mas há alguns objetos de desejo que me deixam obsessiva. Um de cada vez, quase nunca concomitantemente. O que me faz desapegada pra todo resto.
Do primeiro ao último, o motivo será o fato d'eu cagar com tudo.
Nossa, não. Acho que o que quero pra mim consiste na morte de quem um dia fui. Necessariamente. Tipo Drão.
Seria uma lista interminável.
Eu acho que isso significa que elas só foram testadas. Mas acho que tomar tudo por aprendizado incide numa certa neurose. Por "tudo", quero dizer absolutamente tudo. Resulta num otimismo que pode ser muito irritante, que não condiz com a realidade vivida. Ademais, os conceitos abordados por aqui são abstratos, pra mim. Acho que não sou muito íntima deles. :D