Ask @RenanRuseler:

E quem diz quais os conhecimentos são "os certos"?

Velho_da_Quaker
A própria realidade que cerca cada um de nós. Existem informações corretas e informações incorretas, assim como existem informações mais impostantes e menos impostantes. Portanto, a veracidade e a relevância das informações são mais importantes do que a quantidade. Você não precisa saber muito. Basta ter conhecimento das informações que são verdadeiras e que são mais úteis para você.

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+1 answer in: “O Ernesto é um anti-intelectual dos brabo! Ele precisa ser combatido, e não afagado.”

O Ernesto é um anti-intelectual dos brabo! Ele precisa ser combatido, e não afagado.

Ele é uma pessoa muito inteligente e muito bem intencionada. O problema dele é que ele está "intoxicado" com ideias anticapitalistas e com o esquerdismo no geral. Uma das razões disso é que ele nunca leu nenhum livro do Hoppe, do Rothbard e nem do von Mises. Isso só reforça os meus argumentos de que a qualidade dos estudos e das informações que você recebe são imensamente mais importantes do que a quantidade. Você não precisa ter um conhecimento gigantesco; basta ter os conhecimentos certos.

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Faz sentido um ancap ser de direita? E um libertário?

lordlucas
Isso depende de como você interpreta os termos "direita" e "esquerda". Eu defino "direita" como a ordem natural e "esquerda" como tudo aquilo que foge da ordem natural. Sendo assim, o anarcocapitalista é, pelo menos pra mim, economicamente de extrema-direita. De qualquer forma, eu acho que todos os libertários e os anarcocapitalistas deveriam apoiar políticos e partidos de direita e de extrema-direita no cenário político atual. No caso do Brasil, eu apoio o PSL e tenho o PSC como segunda opção.

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Faça as pessoas verem. E inclusive verem as falácias dele depois. Use fontes confiáveis. Ignore videozinhos de YouTube. Leia um livro para cada argumento dele e elabore uma resposta contra, citando os autores. Você vai acabar com ele.

Eu acredito que o YouTube pode ser uma ótima ferramenta de estudo. Eu já li também vários artigos do Instituto Mises Brasil. O site é este aqui: https://mises.org.br/. Também estou baixando muitos livros de autores como Hoppe, Rothbard e von Mises. Quando eu tiver tempo e vontade, vou lê-los e vou reforçar os meus argumentos.

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É preciso trabalhar dobrado quando argumenta contra doutrinados. Seguidores dele são pessoas que sofreram lavagem cerebral na universidade, e provavelmente vão se autosabotar para não acreditar na verdade. Acreditam no que é conveniente porque a verdade é difícil de aceitar.

É isso aí. Eu até escrevi um artigo explicando como o Estado influencia as pessoas a pensarem exatamente da maneira que o Estado quer que elas pensem. Até vou coloca aqui um parágrafo do artigo: ----- Conforme explica Ludwig von Mises, “o governo quer interferir com a finalidade de obrigar os homens de negócio a conduzir suas atividades de maneira diversa da que escolheriam caso tivessem de obedecer apenas aos consumidores” (2009, p. 47). Assim, a própria existência de interferências e regulações estatais na esfera educacional evidencia o interesse dessa organização de ter um controle sobre aquilo que as pessoas estudam. Nas escolas, muito se fala em autores que pregam ideias comunistas e socialistas, mas jamais são estudados autores que defendem a abolição do Estado. Os alunos são forçados a pensar que o governo é bonzinho por supostamente oferecer saúde, segurança e educação gratuita e de qualidade a todos e que, ao mesmo tempo, os empresários são pessoas cruéis e gananciosas que querem “explorar o trabalhador”. O capitalismo é frequentemente apresentado como sendo a razão pela qual existem muitas pessoas em estado de fome e miséria, enquanto que o socialismo e o comunismo são apresentados como sendo a salvação para esses problemas. O objetivo por trás da educação obrigatória regulada pelo governo é o de “enraizar” esse tipo de pensamento na cabeça das crianças de modo que, quando elas se tornarem pessoas adultas, não ofereçam resistência alguma ao aparato estatal. Assim, elas continuarão a pagar impostos altíssimos e a aceitar as leis e regulações absurdas que são impostas a elas. No sentido figurado, elas mesmas vão prender os grilhões da servidão aos seus próprios tornozelos. ------ E é por aí mesmo. Como muito bem disse Paulo Kogos, "depois de ser envenenado pelo Estado, você precisa de muito estudo pra voltar ao nível intelectual que você tinha quando era um analfabeto".

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por que você acredita no anarcocapitalismo? estou desesperançoso com qualquer perspectiva anarcocomunista...me convença que o anarcocapitalismo será melhor?!

Valdomiro
Existem basicamente duas linhas de raciocínio que você pode usar para chegar à conclusão de que o anarcocapitalismo é a melhor opção. A primeira delas se refere ao jusnaturalismo. Eu parto do princípio de que os indivíduos (pelo menos os humanos) possuem direitos naturais de vida, liberdade e propriedade. Nós temos esses direitos simplesmente porque existimos. É por essa razão que não se pode estuprar, matar, roubar, sequestrar, praticar latrocínio e etc. Porque, ao fazer alguma dessas coisas, você estará violando pelo menos um direito natural de alguém. Eu considero que você só pode perder algum desses direitos em duas situações: a) Quando você viola algum direito natural de alguém; ou b) Quando você, por algum motivo, não está em condições de decidir sobre o próprio corpo. Mas isso seria um assunto pra outra hora. O fato é que a razão pela qual você não pode, por exemplo, estuprar alguém, é a de que seres humanos possuem direitos naturais e, ao fazer isso, você estará violando um direito natural (nesse caso, o de propriedade) dessa pessoa. O mesmo raciocínio vale para defender que o Estado não deveria existir. Seres humanos possuem direitos naturais invioláveis e a existência do Estado implica na violação de pelo menos um desses direitos. A partir do momento que você defende que o Estado deve existir, você está dizendo que: a) Seres humanos não possuem direitos naturais; ou b) Seres humanos possuem direitos naturais, mas a existência do Estado não implica na violação de nenhum desses direitos. Em qualquer uma dessas duas possibilidades, você entrará em uma contradição lógica. Isso significa que a única alternativa que faz sentido nesse contexto é a de que o Estado não deveria existir. Não existe outra possibilidade. A segunda linha de raciocínio é a do utilitarismo. Você já parou pra pensar que, hoje em dia, até mesmo pessoas pobres têm condições de comprar um carro, uma casa, uma moto, um computador, um celular e tudo mais, mas que ao mesmo tempo, essas pessoas não têm saúde, educação, segurança e saneamento básico de qualidade? Já parou pra pensar que, dentre esses primeiros itens (computador, celular...), todos eles são fornecidos pelo livre mercado, enquanto esses últimos itens (saúde, segurança...), todos eles são fornecidos pelo Estado? Ou seja, tudo o que é fornecido pela iniciativa privada (roupas, automóveis, aparelhos eletrônicos, etc) está se tornando cada vez melhor e mais barato, mesmo com o Estado atrapalhando. Por outro lado, tudo o que vem do Estado (saúde, segurança, educação...), além de ser geralmente de péssima qualidade, dificilmente apresenta uma melhora significativa ao longo de décadas. Com isso, eu posso concluir que, para que se tenha produtos e serviços cada vez melhores e mais baratos, o ideal é que haja cada vez mais livre mercado e cada vez menos Estado. Com isso, eu concluo que o melhor seria o anarcocapitalismo, que é apenas a combinação da anarquia com o livre mercado. De maneira resumida, seria isso.

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No sistema anarcocapitalista a segurança pública (policiais) não existe?

O anarcocapitalismo não é exatamente um sistema. Ele é apenas a combinação da anarquia, que é a ausência da coerção Estatal, com o capitalismo, que é um meio na qual as pessoas fazem trocas voluntárias. Ou seja, as pessoas estão aptas a realizar serviços e produzir riqueza, e, em vez de, por exemplo, trocar diretamente um produto por outro, elas primeiro trocam o produto por dinheiro e depois trocam esse dinheiro por outro produto. Por exemplo: imagine que existem 10 famílias em uma cidade e cada uma dessas famílias produz apenas um tipo de bem. Uma delas produz apenas trigo, a outra produz apenas leite, a outra produz apenas ovos e assim por diante. Em vez de elas terem que trocar um pouco daquilo que elas produzem toda vez que elas quiserem adquirir algum bem de outra família, elas podem trocam o excedente do que foi produzido por dinheiro e depois usar esse dinheiro para ir comprando o que elas quiserem de outras famílias. Isso é um exemplo de capitalismo. O anarcocapitalismo não pode ser "implementado". Ele é atingido através da atitude moral. O anarcocapitalismo pode ser esse exemplo que eu te dei, desde que não exista um Estado interferindo. Isso seria o anarcocapitalismo. Em relação à segurança pública: as pessoas poderiam contratar seguranças privados para si ou poderiam se organizar em comunidades, sociedades, vilas, etc, e nesses lugares haveriam seguranças privados. Em tese, não haveria "segurança pública", a menos que alguém queira fornecer segurança de maneira voluntária. Pelo menos é isso que eu imagino.

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Como são os julgamentos de crimes no sistema anarcocapitalista?

Primeiro de tudo, é preciso considerar que todos os seres humanos possuem direitos naturais de vida, liberdade e propriedade. Alguns libertários, como eu, defender que os animais também possuem esses direitos. Uns dizem que eles possuem esses direitos, mas não na mesma proporção que os seres humanos, e outros dizem que eles possuem esses direitos na mesma proporção que os seres humanos. De qualquer forma, todas as leis devem se basear nos direitos naturais e no princípio de não-agressão (PNA). O PNA não deve ser seguido à risca, mas ele é um bom guia para saber se eu posso ou não realizar determinada ação. Agora, não há como eu falar como são os julgamentos de crimes no sistema anarcocapitalista porque não há nenhum lugar no mundo que seja anarcocapitalista (a menos que você considere Liberstad uma espécie de "ancapistão"). O fato é que, no anarcocapitalismo, as pessoas teriam que respeitar os direitos naturais e o PNA (não havendo, portanto, impostos e regulações), e essas pessoas poderiam participar de grupo, comunidades ou cidades privadas e, assim, assinar contratos privados. Se alguém cometer algum crime, essa pessoa pode ser julgada por uma empresa de justiça privada (que também deve respeitar os direitos naturais) e ser julgada com proporcionalidade. Ela poderia pagar multas e indenizações, bem como ser condenada à pena de morte se for um crime mais grave. Para entender melhor sobre isso, recomendo que você assista aos vídeos do Paulo Kogos e do Alexandre Porto sobre essa questão de justiça no anarcocapitalismo. É algo muito complexo para ser explicado apenas em um texto.

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A democracia representativa deve significar uma afronta a você, ou estou errado?

Sim. A democracia é a ditadura da maioria contra a minoria. É a ideia de que 51% das pessoas podem ditar regras para as outras 49%. Quem defende a democracia ignora o fato de que seres humanos possuem direitos naturais invioláveis de vida, liberdade e propriedade e que, portanto, ninguém pode proibir ninguém de ter armas, por exemplo. Democracia é um verdadeiro lixo do ponto do vista da ética.

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Precisamos mostrar às outras pessoas que o Ernesto não é a única pessoa que discorda de outras e consegue expressar suas convicções e até, argumentar encima delas. Ou ainda, conseguir apresentar seus conhecimentos sobre determinado assunto.

Pabis Zanin
Verdade. Por isso eu defendo que nós continuemos a expressar nossas visões políticas aqui no Ask. Também acho interessante que um faça questionamentos ao outro para que nós possamos adquirir mais conhecimento e, quem sabe, mudar o nosso pensamento sobre determinados assuntos.

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Você acha que o ministério da família deve ser criado?

JJ
Não. O que eu defendo é a anarquia capitalista, que, pelo menos na parte econômica, é de extrema-direita. Como nós vivemos dentro dentro de um sistema de escravidão chamado Estado e como esse Estado não irá deixar de existir tão cedo, os meus objetivos a curto prazo são os de reduzir o tamanho do Estado, liberar as armas, liberar as drogas (por parte do Estado, mas não por parte da família e da comunidade), privatizar saúde, segurança e educação, entre outras coisas. Eu defendo também a extinção de alguns ministérios, como, por exemplo, o Ministério do Trabalho. Não acha que seja uma boa ideia criar mais ministérios.

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Em maio ou junho de 2016, um professor meu estava falando sobre estratégias de organização nas empresas. Ele disse que aqueles conceitos eram contrários a esta famosa frase de Einstein, mas que,mesmo assim, era válido que eles fossem estudados. Pesquisei a frase e foi assim que conheci o Ernesto:

Renan
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