Ask @SilvioZanin:

Complementando a tréplica ao @RenanRuseler

Pabis Zanin
A questão é que no caso dos esportes, não há como aplicar a regra de ouro, já que o próprio torcedor de um time de futebol, ao resolver torcer apologeticamente para o seu time, já tem que estar ciente de que a competição é inerente ao futebol e inerente a grande maioria dos esportes existentes. Não é nesse sentido que a regra de ouro se aplica. Do mesmo modo que faz parte da competição esportiva que um lutador participa, que é, justamente, de poder ser nocauteado e até, quebrar algum osso. O lutador entra pois esse tipo de esporte é algo que lhe dá prazer. É como ter que tirar um dente ou fazer uma cirurgia. Pode ser muito doloroso na hora e nos dias que seguirem, mas o que é feito é feito em busca de um prazer maior.

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O que acha de pessoas que tem preconceito com tatuagens?

moreno tatuado
Pessoas que possuem concepções inteiramente equivocadas, que não conseguiriam justificar corretamente se fosse reivindicado para darem alguma razão para ter preconceito em relação a quem tem tatuagens. É como ser preconceituoso em relação a cor de pele. Não há nada que justifique esses preconceitos. Trata-se de algo infundado.

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Tréplica ao @RenanRuseler

Pabis Zanin
Bom, para começar, eu considero a existência desses direitos invioláveis, mas o que eu defendi foi que enquanto haver Estado, há que se ter punições para os diversos tipos de atos ilícitos cometidos. Eu não defendo uma implantação da anarquia. Seria tudo mais fácil assim para quem desejasse que houvesse uma ditadura, por exemplo. E nesse caso, seria uma ditadura dos anarquistas, o que não faz o menor sentido. A anarquia só pode ser alcançada e só pode ser aceita no momento que todos concordarem e estiverem conscientes. Então, as prescrições servem justamente para fazer com que esses direitos naturais não sejam violados e se forem, os indivíduos precisam ser punidos. Isso justifica a existência de países com leis e tudo o mais porque não se pode desconsiderar a possibilidade de haver pessoas que realizem atos ilícitos e até, cruéis. Ora, mesmo com leis isso já é realizado. Sem leis e sem a existência de punição, isso seria péssimo. Você pisou em uma grande mina ao comparar leis da física com as leis do estado. Vou estourá-la com o objetivo de esclarecer. As leis da física são proposições descritivas e não normativas. Elas dizem como as coisas são ao serem constatadas e na minha visão wittgensteiniana, elas figuram os fatos. As leis que existem em uma determinada nação não figuram os fatos. Elas possuem um conteúdo prescritivo ou normativo. Um exemplo vai clarear isso. P1: O Sol nasce no leste e se põe no oeste. P2: Você deve arrumar o seu quarto todos os dias. P1 é uma sentença descritiva e P2 é uma sentença normativa. Sobre a questão do carro, é óbvio que se fosse consentido, isso não se caracterizaria como roubo, por questão de definição. Mas eu apenas citei esse exemplo para mostrar o que estatui a regra de ouro, que diz que você não pode fazer algo a outra pessoa que não gostaria que fosse feito a você. Se você não gostaria de ser estuprado, isso não pode ser feito a outra pessoa, pois caso contrário, ela poderia fazer isso a você. No entanto, pode-se imaginar casos extremos, como de pessoas masoquistas, que gostariam de sofrer em determinadas situações. Mas isso não justifica ela fazer alguma ação que provoque sofrimento em outra, mesmo que ela sinta prazer nisso pois, ela pode não gostar de uma série de outras coisas que se possam fazer a ela mesma, como por exemplo, roubar todo o dinheiro que ela possui. Isso é consistente com os direitos invioláveis de vida e liberdade. Eu concordo muito que, no atual estágio, se o direito de liberdade e vida forem violados (uma pessoa raptar outra para tentar realizar cárcere privado e até, torturá-la para matá-la depois), a outra pessoa poderia reagir de forma a garantir esses direitos básicos, inclusive, matando a outra pessoa a tiros e realizando torturas, que é o que eu faria, nessa situação.

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Namoraria alguém sem ter sentimentos ?

Isaaa
Bom, essa pergunta pode ser interpretada de duas maneiras: eu namoraria alguém sem ter sentimentos mas em relação àquela pessoa ou se eu namoraria alguém sem ter sentimentos em relação a qualquer pessoa, ou seja, não tivesse considerações de afeto, carinho, preocupação e tudo o mais, mas somente tivesse o desejo de suprir minhas necessidades sexuais. Eu acredito que se esse fosse o caso (mas não é o meu), tanto se eu não tivesse sentimentos em relação a ninguém e tanto fosse exclusivamente com ela, não haveria razão especial nenhuma para namorar a não ser que fosse namorar somente para suprir meu desejo sexual, independentemente do que ela sentisse e desejasse em relação a mim. Mas não sou esse tipo de pessoa.

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E o que achou do meu artigo?

Renan
Ainda estou lendo, mas pelo o que eu li, já achei bom. Vou te mandar um que eu escrevi no meu site e de uns amigos, sobre ciência e filosofia, que se chama "Amantes da Astronomia". O artigo se chama "Afinal, do que se trata a Astronomia?", que aborda várias confusões e busca esclarecer o escopo de estudo. Eu terminei a parte I agora pouco. Daqui a pouco eu disponibilizo no ask.

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Continuação da pergunta do Renan:

Pabis Zanin
[...] vida e a própria liberdade. A não ser que o roubo fosse consentido, isto é, a pessoa realmente permitisse e até, desejasse e não se incomodasse em ser roubada. Em suma, eu penso que a regra de ouro é o verdadeiro princípio ético que devemos seguir. Enquanto não se atinge uma anarquia comunista, que é o sistema político-econômico que eu defendo que seja o ideal, precisa haver punições para pessoas que violem tal princípio. Não sou utilitarista. Para mim, a felicidade deveria ser garantida a todos. Mas penso que se deve garantir a liberdade a todos, pois só assim é que se pode ser feliz. Enquanto hajam pessoas suscetíveis a cometer tais ações, faz-se necessário a existência de leis, inclusive da polícia e do exército, bem como de juízes, promotores, peritos criminais e tudo o mais.

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Como você define a liberdade?

Renan
Bom, agora vou falar sobre minha concepção de liberdade. Se você entende que a liberdade é simplesmente a possibilidade de você executar seus pensamentos, nos mais diversos tipos de ações que uma pessoa pode realizar, bem como de pensar por si mesmo e criar sua própria identidade, então ela existe. Eu entendo que todos somos livres desde que nascemos. Mas devido a necessidade da existência de uma harmonização, equilíbrio e pacificação na sociedade, que pode variar de acordo com que cada sociedade julga como justo e injusto, correto e incorreto e outros valores (como por exemplo, existir valores morais para diferentes tribos indígenas, em comparação aos agrupamentos urbanos, ou ainda, existirem leis diferentes para cada nação), nem tudo pode ser executado. Você pode pensar em sair de sua casa e fazer diversas maldades, mas isso não quer dizer que seja correto realizar tais ações. Para isso, há que ter alguma prescrição que proíba tais tipos de comportamentos e que, ao serem feitos, a pessoa seja decentemente punida. É o que funciona em vários países. Mas há lugares em que os comportamentos são ainda mais restritos. Em lugares do oriente, por exemplo, uma mulher não pode vestir roupas usuais em outros lugares, como shorts, vestidos e saias. Ela até poderia fazer isso, mas são conscientizadas a não fazerem, por motivos religiosos. Então, a liberdade sempre existe, o que não quer dizer que todas as ações feitas pelas pessoas são éticas ou não. Obviamente, não incluo os presos nessas listas, bem como pessoas que fazem tratamentos em lugares isolados, pois então, o próprio espaço geográfico delimitado já as impedem de realizar muitas ações
Eu falei de ações e de identidade (dei o exemplo das mulheres no oriente, que poderiam até se vestir de maneira distinta e se comportarem como alguma mulher de alguma tribo urbana de uma sociedade moderna, como por exemplo, uma mulher que se veste como uma grande fã de rock, com piercings, maquiagem escura e tudo mais, mas são conscientizadas a possuírem uma identidade distinta, por motivos religiosos), mas do pensamento, isso não há como ninguém não ter plena liberdade, até mesmo os presos. Como já bem disse um autor cujo nome não irei me lembrar no momento, "livre pensar é só pensar", pois, você pode pensar o que quiser e inclusive, agir de forma distinta da que pensa, mentindo, ludibriando, sendo insincero e tudo o mais. Trata-se da complexidade da mente humana.
Finalmente, gostaria de falar da minha concepção, que incluo a liberdade como algo essencial aos indivíduos, desde que seja fruída de modo inteiramente equilibrado, em que todos devem ter direito de buscar prazer, desde que isso não impeça que outros também possam fruir. Ou seja, se você tem prazer em roubar um carro, você não deve fazer isso pois a outra pessoa certamente não gostaria que fosse roubada. Na concepção de ética anarco-capitalista, isso se relaciona com a questão dos direitos invioláveis, que são de propriedade (continua)

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Como seria o mundo se ele fosse perfeito pra você?

Renan
Um mundo em que se predomine a acracia como sistema político e o comunismo como sistema econômico, sem haver desigualdades e que todos já tenham aceitado viver nessa espécie de sistema. Sem haver revoltados e vencedores, pois eu concordo muito com o ideal de se atingir esse sistema que se trata de um atingimento consciente por parte das pessoas. O que eu desvio de anarquistas comunistas como o Ernesto é na questão da esperança de se viver nesse mundo. Não se pode dizer que seja utopia pois no fundo, nada é irrealizável, em âmbito político, pois ao longo da história, varias sociedades estabeleceram diversos sistemas políticos e econômicos, uns que foram péssimos e outras ruins. Por isso, não se pode descartar a possibilidade de que vivamos, futuramente, numa anarquia comunista. Mas eu penso que seja muito improvável. No entanto, uma pessoa não pode deixar de crer em uma dada concepção apenas porque ela não terá um bom êxito prático. Pelo menos para mim, esse ponto de vista pragmático não importa. Eu defendo o que eu penso que seja correto e ideal e também, o que eu saiba justificar, ou seja, partir de algumas considerações iniciais e chegar até conclusões logicamente, que mostrem que se deve considerar essa concepção e não outra. É disso que se trata uma justificação. Na esfera educacional, eu gostaria que a educação fosse do jeito que eu defendo, que para mim, é o melhor sistema educacional. Eu escrevi um texto sobre isso e minha concepção a respeito da educação se baseia na tese de educação do filósofo Alfred North Whitehead, que preza pelo auto-desenvolvimento dos alunos. Eu já escrevi isso e mandei nos grupos do whatsapp. Se você quiser, posso te mandar por email. Como já falei em outras respostas, o primeiro passo para se consertar as coisas, em âmbito global, é renunciar o sistema educacional atual (a não ser que países como Noruega, Suécia, Alemanha, Polônia, Finlândia, Irlanda e outros tenham um sistema parecido com que eu defendo, pois desse modo, eu poderia citar tais países para dizer o modelo educacional que se aproxima do que eu defendo) e instaurar um novo sistema, que é justamente o que eu defendo.

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@RenanRuseler Marcando apenas para complementar algo que eu consegui lembrar graças a algumas considerações bestas que surgiram aqui no ask, provenientes de outro usuário.

Pabis Zanin
Outro ponto que discordo do Ernesto é considerar que divulgadores como Tyson, Gleiser, Sagan, Hawking e alguns outros são bons divulgadores e ainda, propagar o trabalho deles. Eu já discuti com ele sobre isso, mas infelizmente, foi enviando por esse mecanismo do ask, que restringiu o número de caracteres, já que para se fazer uma pergunta, você possui menos de 500 caracteres disponíveis.

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Eles entendem, mas tem opinião própria, sabe? O que você chama de humilhação, medo ou burrice é apenas uma desculpa que você usa para ofender alguém que você não conseguiu fazer mudar de opinião, isso pra alguém como você deve ser terrivel né? Se sentir incapaz de fazer algo. O ego é maior que tudo.

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Todos temos opiniões. E a opinião sempre é própria. Até agora, em tudo que você me mandou me atacando, não teve UM SÓ TEXTO que você mandou que não tivesse uma inconsistência ou algum erro de interpretação para ser apontado. Depois que, eu elogio pessoas quando elas bem merecem, mas também as desprezo quando elas merecem. Trata-se de legítima defesa e volta merecida.

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Eu não acho que você tenha essa capacidade toda de humilhar alguém, mesmo porque a pessoa tem que se sentir assim pra que se concretize uma humilhação, ou seja, não seria você a definir isso. Por outro lado, você fala demais, é cansativo, as pessoas desistem por preguiça do seu blablabla.

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Pode ser. Ou desistem porque não conseguem raciocinar de modo a entender o que eu digo. Porque para entender CORRETAMENTE o que outra pessoa diz, você precisa deixar de ser uma anta palpiteira e raciocinar corretamente, porque você pode dizer que chegou a uma conclusão, mas de modo inteiramente ilógico. São o caso das falácias lógicas, como a non sequitur. Já estudou? Por outro lado, se elas desistem, pode ser que seja porque demoram demais para entender e acabam chamando de "blablabla", como você acabou de fazer.

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As pessoas falam, acreditam, estudam e acham o que quiserem, você não vai convencer todo mundo a pensar igual a você. Se estão divulgando uma mentira, isso é opinião sua, eles acreditam ser verdade e é assim que as coisas são, você gostando ou não. Individualidade intectual, sabe? Respeite-as.

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As pessoas podem falar o que quiserem, mas eu abomino que interpretem errado outras pessoas. Essas eu faço questão de humilhar mesmo. São desprezíveis. Insistir que X defende x quando defende y ou insistir que X é z quando é w, é uma imbecilidade.

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Ouvi falar de você! Vi pessoas o endeuzando, dizendo que é o rei dos grupos de debate no whatsapp, que sabe tudo e humilha todos. Veja só, que bom pra você, né? Pelo menos é alguém que estuda e usa o tempo que tem de forma menos util que a maoria de sua geração perdida. Amém irmão.

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Para começar, acho que se formos falar de tempo, eu diria que me impressionou que em tão pouco tempo você foi logo acreditar no que te disseram sem buscar se informar do que ocorre nos grupos do whatsapp e sem sequer dispor de um relatório psiquiátrico a respeito do meu psiquismo. É como repentinamente eu começar a acreditar que a Lua é feita de queijo, só porque alguém me disse, sem ao menos analisar qualquer justificativa para defender essa crença. O que eu faço nos grupos do whatsapp que eu administro é expandir seus horizontes. Vou te dar uma amostra. Essa é a conferência que eu fiz para o grupo Amantes da Astronomia: https://www.youtube.com/watch?v=chiFrw1w4R4&t=1258s Esse é o grupo do whatsapp que eu entrei por primeiro e consegui convencer os demais administradores a discutirmos e abordarmos assuntos além da Astronomia, como Filosofia, Matemática, Neurociência, Música, Teologia e outros. Tenho vários contatos que me pedem para esclarecer dúvidas regularmente, vários nos grupos e alguns aqui no ask, que inclusive, conheceram melhor essa plataforma por causa de MIM. Não é verdade que eu humilho isso. Acontece que nesses grupos do whatsapp, estão confundindo arrogância com uma pessoa que tem uma visão crítica em relação a pessoas veneradas por outras, como por exemplo, os divulgadores científicos, que eu tenho bastante repúdio. Divulgadores como Stephen Hawking, Tyson e outros. Eu já discuti várias vezes para mostrar que o trabalho de divulgação deles é um trabalho porco e eu dei várias razões. Mas como eu falei dos vínculos, infelizmente, isso suscitou reações ofensivas por parte dessas pessoas, que fizeram com que muitas vezes me xingassem e até, me chamassem de arrogante ou algo assim. Um dos motivos que elas apontaram é que eu estaria privando conhecimento científico. Não é verdade. Porque eu recomendo outros divulgadores fora esses. O problema desses em especial é que eles passam uma imagem falsa da ciência. Eles se aproveitaram de suas famas para introduzir dogmaticamente as suas concepções e visões de mundo. Isso que eu alertei. Mas e sobre os vínculos? Bom, é bem simples. Uma vez criado um vínculo com qualquer autor ou pessoa, ao aparecer críticas em relação a esse indivíduo, a pessoa que possui essa ligação agirá dessa maneira fechada e até, ofensiva, pois não quer passar a considerar que a pessoa que tem vínculo é uma mau-caráter, ignorante e uma pessoa que não serve para um dado trabalho. Ou seja, são incompetentes. Como ela possui prazer ao ter a sensação de estar aprendendo com esse autor, ela reage dessas maneiras, irritando-se e fechando-se diante das críticas. O mesmo acontece com Albert Einstein, quando o meu amigo historiador o desmascara e propõe que estudemos História da Ciência, para estudar a verdadeira origem da teoria da relatividade geral, por exemplo. As vezes, eu penso que uma parte dessas pessoas que nos atacam nos grupos e escrevem essas besteiras para você (que você acredita), detém uma grande inveja de mim.

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Hoje em dia as pessoas terminam a escola com quantos anos +/-? Acrescentaram mais um ano no ensino fundamental (9º) e mais um no ensino médio (4º)? Como é isso?

Pedro
Não sei, eu teria que dispor de um tratamento estatístico para avaliar os dados colhidos a respeito da relação entre idade e o término no ensino primário, fundamental, médio e superior.

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Por que a intelectualidade não é uma característica difundida e comum entre as pessoas? A maior parte das pessoas, mesmo entre àquelas com grau de instrução superior, é limitada, tacanha, burra mesmo. Por que isso ocorre, haja vista que a evolução humana remonta a milhares de anos?

Pedro
Intelectualidade não é o mesmo que inteligência. A inteligência pode ser entendida como a capacidade de aplicar conhecimento para resolver problemas, bem como a capacidade de aprender novos assuntos sem apresentar muita dificuldade. Mas também pode se manifestar nos aspectos linguístico, cinestésico, musical e outros. Talvez isso que eu expus seja mais pertinente no caso lógico-matemático, já que vários problemas lógicos e matemáticos (como quebra cabeças) exigem uma capacidade para raciocinar de modo a chegar a conclusões corretamente, que possam resolver o problema em questão. A inteligência média está entre 90 e 110 de QI. O que acontece é que estudar vários assuntos que torna uma pessoa "intelectual", como Política, Literatura, Economia, Física, Filosofia e Matemática (principalmente esses três últimos) exigem bastante inteligência. Uma pessoa não tão inteligente pode se frustrar ou acabar até se entediando em tentar entender algo, mas demorar para entender. Daí elas não serem intelectuais. Na sociedade moderna, existem outras fontes de prazer que não exigem tanto esforço cognitivo, diferentemente de aprender esses assuntos. Daí existir pessoas que gostem mais de ir em festas, beber, sair de carro, jogar videogame e outras coisas do que estudar. Mas nada impede que hajam pessoas inteligentes que não gostem de estudar. Isso vai depender muito do gosto da pessoa. E não há como forçar uma pessoa inteligente a gostar de Matemática para que ela seja engenheira e possa fazer novos projetos e construtos para a sociedade. As crianças precisam apenas ter um bom ensino e uma boa educação e então, seguirem com o que lhes dão prazer em fazer, excetualizando, é claro, casos em que o que dá prazer viole princípios éticos.

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Você é aquilo que a gente pode chamar de “nerd”?

Pedro
Pode ser que sim, mas eu odeio isso. Odeio estereótipos. Odeio aquilo que fazem com os "físicos", de os conceberem como pessoas anti-sociais, muito inteligentes, pessoas que gostam de Star Wars, usam óculos e tem camisa do super-man. Isso é ridículo. Eu não tenho nada disso e sou um estudante de Física. Estereótipos são generalizações bestas. Eu prefiro ser chamado de um intelectual.

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