Na escola, sempre era conhecida como uma terrorista de pouco temperamento, mas depois da morte de Andreia, quase que mo tatuaram na testa. Isso me fazia rir, seram assim tão bobos? Enfim, a opinião da população da zona nunca foi dos meus interesses, que todos fossem para o caralho mais velho e longínquo.
Sinceramente, não queria ir ao funeral. Passei a noite em branco e não queria que isso se notasse, pois significaria que me emporto, o que nunca devemos mostrar a uma cambada de adolescentes cheios de hormonas aos pulos. Mas na verdade, esta situação me abalou, a quem não abalaria? Ok que eu e Andreia eramos como cão e gato, mas fodasse ela era nova para caraças. Nem quero imaginar por que Maggie está passando. Então meio que fui levada á força, literalmente. Querida Andreia, eu juro que tentei, juro que me prendi na porra da porta do carro mas as cocegas me denunciaram, coisa que foste tu que descobriste. Aquele ambiente de choro era um tédio, eu precisei apenas de uns minutos para me despedir dela e de uma lágrima limpa em um segundo.
Quando me viro, te vejo. Ao início não te reconheci, mas depois reparei que eras apenas mais um cachorrinho daquela avestruz. Encolhi de ombros rezando para que não também tu me viesses sujar de ranho. Meti-me a um canto apenas a observar a cena, não me sentia encaixada, tal como o habitual mas... sentiria saudades daquela avestruz de constante cio.
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