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Newt Scamander

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Então é isso que você faz? -Ela se aproximou, calma e curiosamente, observando a caderneta- Escreve sobre nós?

— Oh, perdão! — Pediu ele, abaixando ligeiramente a cabeça, como se quisesse se esconder na gola alta do sobretudo, mas sem perder o ânimo de estar novamente com o Kelpie.
— Eu fiquei tão feliz em revê-lo que sequer me apresentei devidamente: sou Newt Scamander. Sou um Magizoologista, estudo e trabalho com criaturas mágicas. Mais precisamente com as que são desprotegidas ou que sofreram algum tipo de abuso por nós, humanos.

Normalmente eles não nos temem. -Ela balançou a cauda espinhosa e se aproximou, encarando a criatura de forma carinhosa- Sabem que não somos seus inimigos.

— É, o grande rival deles são os humanos mesmo. — Newt puxou uma caderneta em um dos bolsos traseiros da calça e tirou uma caneta do bolso de peito da camisa. Então começou a fazer anotações frenéticas em uma página em branco. E ao erguer o olhar e notar a curiosidade de Coral, ele sorriu com timidez e logo voltou seus olhos verde-azulados para suas anotações.
— Estou escrevendo uma nova edição dos meus livros sobre criaturas mágicas. — Ele explicou com ânimo.
— E eu também posso ter omitido alguma informação importante sobre as criaturas com que já trabalhei.

No caso de minhas irmãs o ódio vem desde muitos séculos atrás, principalmente na era dos piratas. Digamos que o ser humano nunca lidou bem com o desconhecido. -Ela ficou observando os movimentos do outro-

— E isso leva ao medo, e o medo, à morte e extinção de incríveis, como foi o caso do Pomorim de Ouro. — Newt continuou batendo a carne na água até que, enfim, uma cabeça que lembrava a de um equino emergiu das profundezas e, com uma poderosa mordida, arrancou a carne nas mãos de Newt e, enquanto a mastigava feliz, apoiou a cabeça de crinas encharcadas em uma das pernas do magizoologista.
— Eu também senti sua falta, rapaz! — Exclamou Newt, acariciando o longo pescoço da criatura com visível felicidade, E ainda sorrindo, o bruxo virou o rosto alegre para Coral.
— Você... gostaria de chegar mais perto?

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Eles são inofensivos, muitas sereias os tem como animal de estimação, embora sejam espíritos. Só tome cuidado por onde passar, a época de acasalamento passou e há muitos berços submersos. Se pisar em algum, irá morrer. -Alertou, balançando a cauda espinhosa até chegar na margem-

— Não se preocupe, senhorita. — Newt a lançou um olhar muito rápido que expressava confiança ao se virar para o rio, batendo a carne crua de leve no barro para chamar a atenção da criatura.
— Kelpies só são ariscos quando se sentem assustados ou ameaçados, como qualquer outra criatura, mágica ou não. Nenhum ser vivo é perigoso ou cruel por vontade própria, além do ser humano. Nem vou precisar entrar na água, você logo verá.

Estou apenas de passagem, precisava parar e comer. -Ela tombou parcialmente a cabeça, encarando a maleta com um ponto de interrogação na cabeça- Cheiro estranho.

— Espero que tenha encontrado algo para comer aqui. — Newt tirou o sobretudo pesado, o deixou na terra. Arregalou as mangas da camisa de linho, deixando a mostra dois braços musculosos, mas cheio de cicatrizes e marcas de queimaduras. Newt pegou, então, um enorme pedaço de carne bovina.
— Já o pobrezinho que costumo visitar aqui se contenta com peixes na minha ausência. Não sei como e nem por que ainda não deixou o lago, já que até os trouxas evitam esse lugar por causa de toda o besteirol que bruxos com má intenção espalharam por aí em relação aos Kelpies.

Até que sim, e você?

— Estou... estou bem, obrigado. — O bruxo lançou a sereia um olhar muito rápido e tímido, mas abriu um sorriso gentil nos lábios, enquanto se agachava para colocar sua maleta de couro no chão da margem do lago e depois abri-la.
— Peço... peço perdão por incomodá-la, mas eu não sabia que o Lago Ness tivesse uma nova habitante. Há meses que não venho aqui para visitá-lo.

A jovem se aproximou silenciosamente para não interromper o momento daqueles três.

Newt espiou por cima do ombro e sorriu com ânimo para Ciri.
— Até o momento, os dois superaram minhas expectativas. — Disse ele, voltando a apreciar a interação de Pickett e a enorme criatura.

Ciri não quis atrapalhar o estudo do bruxo, então se abaixou em frente as flores, não muito longe de onde eles estavam; o perfume era viciante e, se não fosse pelo Troncoso, levaria algumas para Kaer Morhen.

Quando achou que já seria seguro, Newt ergueu sua mão direita, sem fazer movimentos bruscos. Mas ao invés de tocá-la, o Troncoso se agitou ligeiramente e, por um momento, o bruxo não soube dizer o que o havia deixado assim. Foi só quando Pickett estalou animadamente em seu ombro, que ele percebeu que as duas criaturas estavam se comunicando. Ainda sem olhar para cima, o bruxo notou que o Troncoso estendera um dos braços na direção de seu ombro e, estalando mais do que nunca, Pickett saltou para os dedos pontiagudos da enorme criatura.
— Bravo! — Exclamou Newt, rindo e aplaudindo fervorosamente ao finalmente erguer os olhos em tempo de ver Pickett no ombro do Troncoso.

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— E eles estão absolutamente certos em agirem assim. Quando querem, os humanos conseguem ser as criaturas mais perversas que existem no planeta. — Ainda ligeiramente curvado, Newt deixou sua maleta em pé no chão, sem abri-la, e, muito lentamente, se aproximou da criatura.
— Olá, rapaz. — Murmurou, agora se dirigindo ao Troncoso que ainda continuava o fitando com uma mescla de curiosidade e desconfiança. Em um primeiro momento, Newt nem se atreveu a erguer muito os olhos.
— Está tudo bem. Eu não vou machucar você, quero apenas conhecê-lo melhor.

Ciri percebeu alguns pedaços de carne caídos pelo chão, formando uma espécie de trilha. Não sabia identificar qual espécie. — É, acho que ele está por aqui sim e acabou de se alimentar.

— E assim como os Testrálios, possuem um curioso gosto por carne. — Comentou o magizoologista com um sorriso radiante no rosto, quando um movimento dentre as árvores à sua esquerda chamou sua atenção: não era tão parecido assim com uma árvore como Newt estivera imaginando. Era bem mais humanoide do que um Tronquilho, embora todo o corpo fazia jus ao apelido de "Troncoso". Seus pés lembravam raízes, seus braços, galhos fortes e pontiagudos, mas a criatura também possuía uma cabeça, dois olhos, boca e até mesmo cabelos repletos de folhas. Tinha facilmente mais de três metros de altura e, ao notar a presença de Newt e Ciri, ele abaixou os dois olhos completamente negros para os intrusos e, a não ser que o bruxo estivesse mortalmente enganado, eles expressavam apenas curiosidade.

— Espero que funcione. — Sorriu sutilmente ao fita-lo.

— Vai funcionar. — Newt disse com firmeza na voz, mas também esboçou um sorriso tímido, enquanto seus olhos registravam cada uma das árvores que os cercavam, visivelmente atento a qualquer falha de camuflagem.
— Acho que estamos nos aproximando deles. — Murmurou animado, curvando-se ligeiramente para parecer menor do que realmente era e não aparentar oferecer perigo aos Troncosos. Cada passo seu agora era dado com extremo cuidado, e Pickett, o Tronquilho, tornou a espichar a cabeça para fora do bolso do dono, como se também pudesse pressentir a presença de outras criaturas fantásticas.

— Não, ninguém se importa na verdade. Os bruxos são contratados justamente para matar monstros, mas seguindo a ética de nunca matar uma criatura inocente, apenas aqueles que fazem algum mal, como a Lâmia.

— Monstros. — Newt repetiu a palavra com indignação; era óbvio que ele não estava se referindo aos dragões. Mas passados alguns segundos, ele balançou a cabeça lentamente e, aos poucos, se acalmou.
— Bem, é justamente para esse perfil de bruxos que estou dedicando o meu livro. Tenho tentado deixar bastante claro em cada descrição o porquê devemos preservar essas criaturas e não levá-las à extinção.

— Infelizmente, e não são as únicas criaturas nessa situação.

— Era o que eu receava. — Comentou Newt, em voz baixa, mas ressentida.
— E não há ninguém, nenhum um grupo de pessoas que possa fazer alguma coisa para proteger essas criaturas?

— Os dragões estão quase extintos por aqui. — Comentou com pesar, passando a caminhar ao lado do bruxo em direção a floresta onde viviam alguns Troncosos.

— Caçadores? — Tornou Newt, fitando-a discretamente pelo canto dos olhos; pelo menos no mundo dele, tirando a carne, a pele, o sangue e, principalmente, as fibras do coração de um dragão eram extremamente valiosos para bruxos, embora o magizoologista soubesse que muitos fabricantes de bolsas, varinhas e mestres de poções recolhiam tais materiais após a morte natural dessas criaturas.

— Você não me atrapalha. — Sorriu afável. — E também não quero que você seja devorado.

— Prometo que não vou fazer nada que possa irritá-los. — Disse ele em voz baixa e animada, enquanto passava a caminhar de seu jeito atrapalhado ao lado de Ciri.
—Eu estaria mentindo se dissesse que não corro esse risco diariamente desde que trabalhei com dragões para o Ministério da Magia do meu país. Espero que eles estejam bem, fui afastado do cargo por deixá-los muito dóceis, mas não é todo bruxo que sabe apreciar um dragão como ele merece.

— Eles são bem maiores também. — Alertou. — Se quiser, posso ir junto.

— Não quero atrapalhá-la ainda mais. — Murmurou como se pedisse desculpas pela forma entusiasmada com que ele havia dito sobre sua busca; temeu que tivesse dado a entender que foi bom revê-la apenas porque Newt precisava de uma simples informação - o que não era verdade.

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Os olhos dele brilharam de expectativa ao ouvir a descrição de Ciri, e ele pareceu ainda mais decidido a encontrar aquelas criaturas. O magizoologista passou meses convivendo com dragões para aprender a lidar com criaturas territorialistas sem se envolver em acidentes.
— Bem, realmente não são diferentes dos Tronquilhos, embora estes sejam insetívoros. Apesar do tamanho, eles costumam enfiar suas garras nos olhos de qualquer um que tenta derrubar as árvores em que fazem morada. Mas vou me lembrar das instruções... é claro, se eu ainda puder visitá-los e catalogá-los no meu livro.

Freya percebeu a curiosidade do lince ao enfiar o facinho no bolso que se mexia, e então se abaixou, tocando-o para alertar. — Cuidado, ele é frágil. — Tombou a cabeça para o lado, encarando o rapaz desconhecido. — E você quem é?

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Newt ergueu a cabeça no instante em que ouviu a mesma voz que ouvira minutos atrás, mas agora mais alta; seus olhos se arregalaram de surpresa e ele rapidamente se aprumou, para o imenso alívio de Pickett.
— Perdão, eu pensei que estivesse sozinho. — Explicou-se em voz baixa; se antes estava à vontade e sorria abertamente, agora, no entanto, mantinha a cabeça baixa como se quisesse fazê-la desaparecer na gola alta do sobretudo; sua voz era baixa e contida, e seus olhos verdes não se demoraram muito no rosto da moça.
— Meu nome é Newt Scamander. — Disse por fim, lançando mais um olhar acanhado ao rosto dela.

Freya observou a interação do desconhecido com seu lince em silêncio, mas sem conter um leve sorriso pelo carinho no olhar alheio assim que avistou o felino.

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— Vamos, Pickett. — Tentou incentivar a criaturinha minúscula que lembrava um graveto com ramificações frágeis que lembravam braços e pernas muito finos. Newt estava tão a vontade ali que sequer notou a aproximação de outro alguém.
— Pickett, vamos... não se acanhe, ele não vai machucar você. Não é, rapaz?
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Se Pickett havia se agitado tanto e agora decididamente se escondia no bolso de peito do sobretudo de Newt, o bruxo deduziu que ele havia pressentido a aproximação de alguma criatura maior do que ele - um mamífero, provavelmente. E de fato, ao espiar mais uma vez o outro lado do tronco, ele se deparou com um belíssimo espécime de lince. Um sorriso largo se espalhou pelo rosto de Newt e, sem dar atenção aos guinchos agudos de Pickett, ele se abaixou e estendeu a mão livre para o felino.
— Olá, rapaz. — Cumprimentou o magizoologista, estendendo a mão enquanto o lince se aproximavam com uma elegância digna dos felinos. Newt, ainda maravilhado, acariciou os pelos dele e, ao mesmo tempo, tentava convencer ao Tronquilho assustado em seu bolso que nada de mal lhe aconteceria.
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Newt estava distraído na floresta escocesa, tentando fazer com que Pickett - uma criaturinha toda verde, que lembrava um bambu em miniatura com filamentos em suas extremidades que pareciam braços e pernas - a se enturmar com outros Tronquilhos de sua espécie dentro de um buraco no tronco de um salgueiro. Aquela era mais uma de suas tentativas de devolver a criaturinha ao seu habitat natural. No entanto, mais uma vez, Pickett se recusava a deixar seu dono.
— Vamos, Pick... — Tentou persuadi-lo mais uma vez. Porém, um ruído de folhas secas sendo pisoteadas por pés leves chamou a atenção do magizoologista que, mesmo contrariado, deixou que o Tronquilho entrasse novamente no bolso do peito de seu sobretudo azul. Em seguida, Newt se escondeu atrás do Salgueiro, uma vez que os passos pareciam se aproximar no sentido oposto da mesma trilha que ele estava seguindo. O magizoologista não pôde ver ainda quem se aproximava, mas pela voz suave que cantarolava, ele deduziu que fosse uma garota. Agora era só esperar e torcer para que ela não o tenha visto, ou que, pelo menos, não tenha notado o Tronquilho.

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Tenho que dar um jeito de conseguir roupas ou tomarei conta do seu guarda roupa. — Ruby riu baixo mas aceitou as peças emprestadas.

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— Maravilha! Nós podemos passar na Madame Malkin, no Caldeirão Furado, e comprar algumas roupas para você. — Ele sugeriu, fitando-a com um sorriso leve nos lábios, enquanto deixava sobre a cama um suéter com o brasão da Lufa-Lufa - que ele achou que combinaria com o gorro que Ruby, aparentemente, havia adorado - e uma calça leve e confortável.
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Ótimo! Estava louca para vê-los novamente. — Esboçou um sorriso amplo ao pular da cama. — Só preciso tomar um banho antes.

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— Claro... fique à vontade. — Respondeu ele, após passas os braços por dentro das mangas do suéter.
— Você quer que eu pegue outra roupa para você usar?
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Um pouquinho. — Riu pelo nariz, sentando-se na cama enquanto fazia um coque no longo cabelo ruivo. — Não podemos ficar o dia inteiro deitados.

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— Tem razão. — Concordou ele, aproveitando a deixa para não olhá-la nos olhos: seu rosto ainda estava extremamente corado. Então, passou a se vestir rapidamente.
— Quero te mostrar minha ninhada de Occamy. E acho que já podemos pingar o colírio nos olhos dos Bezerros Apaixonados mais uma vez.
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Sei disso, acho que minha tentativa de parecer séria foi um pouco além. — Esboçou um sorriso na tentativa de demonstra que estava tudo bem, e que havia levado tudo na brincadeira. — Mas que bom que está ciente disso. — Selou seus lábios carinhosamente.

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— E acho que fui eu quem acabou se assustando... — Admitiu ele entre um risinho frouxo, sentindo o conhecido calor nas maçãs do rosto.
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Ela semicerrou os olhos, não querendo concordar com as palavras dele, por mais que fossem verdadeiras; mesmo brincando jamais teria coragem de fazer algo contra qualquer ser vivo. — Tá, você venceu.

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Newt arregalou levemente seus olhos ao ver a expressão no rosto dela e concluiu que, talvez, a tivesse assustado com seu "argumento", por mais que agora tivesse deixado claro que estava apenas brincando.
— Me desculpe, anjo. — Murmurou ele, prendendo o lábio inferior entre os dentes.
— Eu sei que você jamais faria qualquer mal a mim, Ruby. Eu confio totalmente em você.
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Ruby deu um leve soquinho no braço dele, sendo contagiada pela risada. — Que crueldade comigo. — Voltou a se aconchegar. — Vou lembrar disso.

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— Vai se vingar? — Indagou ele, arqueando as sobrancelhas, enquanto afastava o rosto para fitar o dela.
— Isso não combina muito com anjos, não acha?
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Oh, quanta maldade. — Fingiu tristeza com as palavras dele. — Vou dizer ao Pickett que quer me separar dele.

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— Então, terá que dizer por telepatia. — Afirmou ele com firmeza antes de rir abertamente.
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Hum, vou pensar no seu caso. — Disse mais seriamente, mas bastava olhar para sua expressão que saberia ser brincadeira.

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— Então... apenas por precaução, enquanto pensa, procure manter distância da maleta, sim? — Retorquiu no mesmo tom "sério" que o dela, muito embora ele estivesse fazendo força para não rir.
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Tem pessoas que gostam de algo mais triste. — Se aninhou mais a ele escondendo o rosto na curva do pescoço alheio. — O achei tão dócil, estou pensando seriamente em levar sua maleta comigo quando tiver que retornar. — Brincou.

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Newt deixou escapar um riso anasalado que não produziu som algum. Sabia que ela estava brincando, mas a resposta dele foi absolutamente séria e honesta:
— Se há alguém a quem eu confiaria minhas criaturas, esse alguém é você, Ruby. — Em seguida, acrescentou num tom mais brincalhão:
— Mas eu adoraria passar mais algum tempo com elas, se não for pedir muito...
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Coitado do Patrick. — Murmurou não conseguindo pensar em nada naquela ave que lhe assustasse, mas levou em consideração o fato de serem crianças, então poderiam vê-la diferente.

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— Bem, o canto dele é bem lamurioso. — Comentou o magizoologista, querendo ser justo.
— Diferente das fênix cujo som é extremamente belo e melodioso.
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Ela já estava atenta muito antes do bruxo falar, mirando os céus enquanto escutava perfeitamente o bater de asas daquele dragão; sorriu, ciente do quão eufórica ela estava por sentir a presença de seu filhote. — O ovo. — Cutucou Newt ao escutar um segundo barulho de algo quebrando.

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Newt imediatamente ergueu o ovo à altura de seus olhos. De fato, as rachaduras se tornaram maiores e já apresentavam alguns buracos por toda a casca. Então, toda a coisa se rompeu nas mãos do magizoologista, e, de repente, ele se viu segurando um filhote de dragão todo verde e coberto de membrana que contorcia e retorcia nas mãos do bruxo. E, ao erguer os olhos novamente, ele se viu diante de uma versão dezenas de vezes maior e mais majestosa que o filhote.
Tal como outros de sua espécie, aquela fêmea deveria pesar entre duas a quatro toneladas e suas escamas pareciam ter sido feitas a partir da relva verde-vivo das mais belas paisagens naturais do País de Gales, sua terra natal. O magizoologista, então, imediatamente se curvou perante a criatura e, sem o menor vestígio de medo, abaixou a cabeça até ter sua nuca exposta. Hipogrifos eram criaturas difíceis de demonstrar confiança, mas seu temperamento sequer se equiparava ao dos dragões.
— Aqui... — Murmurou Newt, ainda naquela posição submissa, sem encarar os olhos da criatura, mas mantendo o filhote recém-nascido bem à vista da mãe.
—... eu sei que você veio atrás dele... pegue-o... pode pegar. Nada mais vai tirá-lo de você...

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Ela já estava atenta muito antes do bruxo falar mirando os céus enquanto

Acha que irá demorar muito para recebermos uma resposta? — Ela perguntou em baixo tom, de olhos fechados enquanto aproveitava das carícias e o calor do corpo alheio em contato com o seu; uma combinação perfeita para um dia frio como aquele.

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— Eu não sei, meu anjo. — Murmurou ele, com sinceridade.
— Vai depender de como está o dia do Prof. Dippet. Mas geralmente quando recebemos uma coruja, costumamos escrever uma resposta logo após ler a carta. E acho que o sr. Dippet não vai querer ter um Agoureiro sobrevoando o castelo... os alunos certamente se assustariam com seu canto. Pode ser que recebamos sua resposta até amanhã.
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Um sorriso genuíno tomou conta daquele rosto de expressão tão serena, como se o simples fato de estar com ele já era motivo suficiente para sua felicidade.

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Ele puxou o cobertor e o jogou sobre os dois; em seguida, aninhou Ruby em seu peito e a abraçou, de modo a mantê-la aquecida. Então, ficou ali, quietinho, acariciando os cabelos dela, enquanto respirava aquele aroma floral que emanava não apenas dos cabelos, mas do corpo dela, como agora Newt descobrira.
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Deixou escapar um gemido fraco quando seus lábios se chocaram novamente, ousando continuar o caminho com a mão até encontrar a pele em baixo do suéter, arrastando as unhas delicadamente; o beijo evoluía de forma intensa e, imitando o mesmo movimento do bruxo, ela mordeu seu inferior e o puxou.

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Ele sentiu seu abdômen inteiro se retrair ao que as unhas dela o arranharam de forma incrivelmente provocante e, deixando escapar um suspiro de prazer, Newt rapidamente se livrou do suéter, jogando-o em um canto qualquer da sala de estar.
O corpo que o bruxo ostentava era fruto dos meses em que ele trabalhou com a espécie mais perigosa dos dragões, os Barrigas-de-Ferro Ucranianos. Apesar do carinho enorme que possuía por essas criaturas, domar dragões inevitavelmente exigiu de Newt um preparo físico adequado e saudável. Lhe rendeu um corpo musculoso, apesar de magro, mas cheio de cicatrizes. Marcas rosadas de mordidas, arranhões e queimaduras se espalhavam pelos seus braços, peitoral e abdômen.
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Nem sequer havia notado estar contra a parede até Newt cessar com os toques, desviando o olhar para a própria mão que quase adentrara o suéter; seu rosto estava quente e o brilho em suas íris ainda era visível, não se sentia nada arrependida.

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Com um sorriso discreto e compreensivo, ele voltou a beijá-la, ainda mais intensamente. Uma de suas mãos voou rapidamente para uma das pernas dela e a puxou até encostar sua coxa na cintura dele; o calor que os dois trocavam era tal que Newt pensou que, talvez, o suéter que vestira de manhã já não fosse mais necessário.
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Seu corpo queimava como brasa a cada toque novo, deixando que um suspiro baixo passasse por seus lábios ao ter a atenção do bruxo em seu pescoço; local descoberto ser sensível. Delicadamente ela segurou no suéter dele, sendo guiada pelo instinto ao inclinar a cabeça.

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O bruxo só foi perceber que ambos estavam se movendo quando sentiu o corpo dela se chocar levemente contra algo; então, ele afastou seus lábios da curva entre o ombro e o pescoço dela e, ao abrir os olhos, arregalou-os ao vê-la encostada na parede. Seus olhos se fixaram novamente nos dela, como se procurasse alguma expressão de dor ou desconforto naquele rosto impecável.
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Seus olhos se fecharam assim que correspondeu ao beijo, subindo uma das mãos até os fios de cabelo do bruxo, escondendo os dedos entre eles; todas as sensações eram novas e igualmente prazerosas, lhe trazendo arrepios pelo corpo que resultou em um aperto mais firme na sua nuca.

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Newt sentiu cada pelo de sua nuca se eriçar assim que os dedos dela tocaram seus cabelos, e, como "retribuição", ele infiltrou seus dedos por sob os cabelos flamejantes que emolduravam o belo rosto de Ruby. E, sem planejar nada, agindo apenas por aquele instinto forte e prazeroso, ele prendeu o lábio inferior dela entre seus dentes, puxou-o com cuidado e, em seguida, descreveu um caminho de beijos carinhosos pelo pescoço dela.
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Riu breve, envolvendo os braços em torno do pescoço alheio quando sentiu mãos firmes a puxando. — Por certas coisas vale a pena passar por cima das regras. — Sussurrou com os lábios próximos aos dele, fazendo-os roçar sutilmente. — Então eu não me importo mais.

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Aquela resposta era tudo o que ele precisava ouvir. E, tombando a cabeça ligeiramente para o lado, ainda sorrindo e voltando a fechar os olhos; Newt uniu seus lábios aos dela e, desta vez, a beijou com um pouquinho mais de intensidade, ao mesmo tempo em que pressionava gentilmente a cintura dela com suas mãos, tentando proporcionar a ela o mesmo prazer que ele sentia simplesmente por estar ali, simplesmente por ser ela, e ninguém mais.
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Ele não precisava dizer mais nada, pois era exatamente daquela forma que Ruby se sentia e, acontecendo tudo tão naturalmente, fazia a sensação ser ainda melhor. — Nesse tempo juntos você me fez pisar em todas as regras possíveis, mas nunca me senti tão viva como agora.

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Newt sorriu mais abertamente agora, o tipo de sorriso que ele só abria quando estava, ou no interior da maleta, ou em uma floresta qualquer, cercado pelas mais variadas criaturas mágicas. E seus olhos brilhavam com nunca antes ao pousarem nos lábios dela, e Newt, sem perceber, a puxou pela cintura, eliminando qualquer distância entre eles.
— Eu odiaria meter você em encrencas por isso. mas... eu devo ser sincero: nunca fui muito bom em seguir regras, muito menos aquelas que não fazem o menor sentido para mim.
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Isso significa que gosta muito de mim? — Fixou as íris verdes no rosto do bruxo, fazendo uma leve carícia no dorso de sua mão.

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— Bem... — Newt umedeceu os lábios com a ponta da língua e, reabrindo os olhos verde-azulados, fixou-os nos de Ruby, corando fervorosamente ao fazê-lo, o que deixou suas sardas em evidência —...acho que agora entendo por que a chamam de "poção do amor", mesmo sendo impossível criar o amor através da magia. E eu acho que dizer que gosto de você ainda é muito pouco, Ruby, para expressar... o que eu realmente sinto.
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Fechou os olhos quando sentiu o suéter escorregar para suas bochechas úmidas, sequer notando o momento que segurou o pulso alheio delicadamente, mantendo sua mão alí. — Seu cheiro é bom. — Sussurrou para si mesma. — Me traz uma calma, é até aconchegante.

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Um sorriso terno curvou os lábios dele, e Newt deixou sua mão ainda em uma das bochechas dela e, se concentrando mais nos detalhes do rosto alheio, ele murmurou, sem pesar suas palavras, sem hesitar, sem timidez:
— Gosto do aroma floral dos seus cabelos. Não é como o aroma dos jardins pelos quais eu já passei, e acredito que não seja possível senti-lo em nenhuma região no mundo, a não ser... a não ser que eu me aproxime de uma Poção do Amor, Ruby.
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Anjos não ficam doentes. — Ruby percebeu a preocupação em seu tom, se prontificando a afastar-se da janela mesmo que aquilo não lhe afetasse como aos humanos.

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Newt fez apenas um "hum" para indicar que havia entendido, mas mesmo assim, não se convenceu, porque só o fato dela poder sentir frio, como na noite anterior, o preocupava. E assim que Ruby se afastou da janela e se virou para ele, o bruxo prontamente passou a manga de seu próprio suéter no rosto úmido dela, secando-o com uma carícia sutil.
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Sempre gostei de voar na chuva. — Revelou com um sorriso nostálgico nos lábios, esticando a mão para tocar as gotículas frias.

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— Mesmo? — Ainda assim, Newt ficou tentado a puxá-la de volta para a proteção de sua casa; não o fez, mas permaneceu ali, ao lado dela, com evidente preocupação em sua expressão facial e no tom de sua voz ao perguntar:
— Mas... perdão, mas vocês nunca ficam resfriados?
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Que incrível! — Ruby correu até a janela assim que a ave se foi com a carta de Newt, espalmando as mãos e inclinando-se para a frente, sentindo algumas gotas de água tocarem seu rosto. — Espero que ele faça uma boa viagem.

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— Ele fará, suas penas repelem a água. — Garantiu Newt, espiando, por cima da cabeça de Ruby, a ave ganhar cada vez mais altitude até desaparecer entre as nuvens.
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Não pôde deixar de sorrir ao ver a ave voar para fora da maleta, seguindo-a com rapidez para notar que Patrick lhe aguardava pacientemente para que fossem até Newt. — Amo dias chuvosos assim. — Revelou sorridente, retornando até a cozinha. — Chegamos!

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— A espécie dele também. Veja bem, os Agoureiros só voam sob a chuva e seu canto, embora seja triste, anuncia a aproximação de nuvens carregadas. — Newt abriu um largo sorriso assim que o Agoureiro pousou sobre seu ombro, batendo o bico excitado com a expectativa de poder voar novamente.
— Pronto para retornar para Hogwarts? — Indagou o magizoologista à ave que bateu o bico com mais intensidade que nunca.
— Espere aí, falta só uma coisa...
E puxando a varinha, Newt bateu com ela no envelope selado e murmurou: "Impervius!". Não houve efeito visível, nem sonoro, mas o bruxo sabia que havia funcionado. Com um aceno displicente da varinha, ele fez a janela da cozinha se abrir e, depois, colocou o envelope no bico de Patrick
— Ah, sim, e não precisa ficar atacando o Prof. Dippet para fazê-lo responder logo. — Acrescentou Newt com severidade, ao que Patrick piscou para ele.
A ave, então, bateu as asas e levantou voo, disparando, alegremente, em direção à chuva.

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