Ernesto, tu é a favor da substituição de cadernos( os que a gente usa no ensino de modo no geral) por tablet com o uso de canetas próprias para o uso nos tablets ( substituindo a caneta e lapiseira convencional)? Aplicaria essa resposta aos livros?

Higgor Nogueira
Não. Absolutamente. Acho que os livros de papel e os cadernos são fundamentais. Para começar a escrita a mão com o lápis e a caneta é muito mais eficaz para criar conexões neuronais que, juntamente com a visão, pela leitura, a audição, pela escuta da leitura e da fala e a leitura (pelo acionamento do aparelho fonador), fazem com que o cérebro promova associações que fixam o conteúdo para aprendizagem. Isso também acontece com a escrita por meio do teclado, mas com menos vigor, pois a escrita à mão envolve maior controle neurológico da musculatura. Quanto ao livro de papel ele é melhor para se fazer anotações, sublinhados e pode ser facilmente lido na cama e levado para onde se queira sem precisar de eletricidade. Os recursos tecnológicos computacionais são bons mas têm que ser usados como complemento e não como fundamento do processo de aprendizagem. O mesmo se aplica às exposições por meio de projeções. A exposição na lousa que vai sendo escrita e desenhada a mão à medida que se vai falando tem um impacto maior sobre o processo de assimilação dos conteúdos. Que podem, certamente, serem complementados por projeções. No tempo dos retroprojetores que usavam transparências, muitos professores preguiçosos deles faziam uso para não terem que escrever tudo de novo. Mas para o aprendizado é pior ler o que já vem escrito do que o que vai sendo escrito na hora.

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