Ashton - Um sorriso maior formou-se no meu rosto quando aceitaste o pacto. - Oh claro que sim - gargalhei nervoso, abrindo a mochila e rasgando um pouco de um caderno qualquer - Aqui tens - sorri, entregando-to - (bem babe, tenho de ir, bye bye )
Ashton Sim Bea, não te preocupes. - sorri - Os meus dias também são todos maus - gargalhei. Eu era assim, levava as coisas mais sérias para a brincadeira. Era a minha maneira de não me tentar suicidar. - Eu gosto de raparigas esquisitas - sorri e pisquei-te o olho, tentando com que te sentisses mais à vontade -
Andy - Acordei, levantando-me para ir tomar um banho e vestir uma roupa lavada. Tinha de ir trabalhar, por isso saí de casa sem comer nada, o costume. Entrei no café, cumprimentando os meus colegas. Dirijo-me às traseiras para pousar o meu telemóvel e as chaves e para colocar o avental. Era a minha vez de ficar ao balcão, uma coisa que eu não desgostava pois todas as pessoas pediam a sua comida à mesa. O sino da porta tocou, o que me fez olhar para lá, vendo-te a entrar. Sorri ao encontrar o teu olhar, mas logo esse sorriso desapareceu quando vi que vinhas acompanhada por uma rapaz, provavelmente teu namorado. Vinhas na minha direção mas um colega meu chamou-me pois precisava da minha ajuda para descarregar o café que tinha chegado -
Ashton Obrigado, a sério - sorri, mostrando as minhas covinhas outra vez - Toda a gente tem dias maus certo? Então sempre que um de nós tiver um dia mau, tem de desabafar com outro? - estendi a minha mão - Aceitas ou não? - falei com um sorriso estampado na cara -
Ashton Deixa lá - sorri - Eu já estou habituado a que as pessoas não me digam nada sobre o meu 'problema' - fiz aspas com os dedos quando disse problema - Não sei o que fazia se alguém me fizesse o mesmo que te fizeram - murmuro, olhando-te - Eu sei que não nos conhecemos mas gostavas de fazer um pacto comigo? - pus-me à tua frente, voltando a sorrir -
Hum, não me incomodaste, nada mesmo - sorri - Apenas... esquece - levanto-me - Já que vais, aproveito e também vou para casa. Prazer em conhecer-te, até um dia - acenei um pouco e comecei a andar para casa, ainda com as bochechas rosadas. Não era normal aquela interação com raparigas, e como sempre acabei por fazer tudo mal. Sempre que estava em contacto alguma rapariga, ficava fascinado com alguns traços delas. E tu não foste exceção. Os teus olhos ficaram presos na minha mente. Entrei em casa e mais uma vez, deitei-me na cama, onde acabei por adormecer -
Devia sim, apenas não me apetece estar sozinho - Encostei-me a uma parede - E enquanto estou aqui, estou com pessoas e não a pensar no mesmo - murmuro, baixando o olhar para as minhas botas - Deve ser horrível passar por aquilo que tu passaste - levanto a cara, olhando-te - Não vou dizer que sei como é que te sentes. Odeio quando me dizem isso. Não, as pessoas não sabem como eu me sinto. As pessoas não perderam ambos os pais de uma vez - suspiro, voltando o meu olhar para o chão - Desculpa o meu desabafo - murmuro, saindo um murmuro mais rouco do que o costume -
Harry - Estava na recepção do ginásio a acertar uns pormenores do meu horário. Era novo ali, não conhecia os meus colegas, nem funcionários, nem clientes. A recepcionista disse-me para esperar pois a minha cliente devia estar a chegar. Estava bem ali a conversar com a boazona da recepcionista, não precisava que uma mulher de meia idade que quer usar tops me estragasse a diversão. Sinto alguém a aproximar-se e viro-me para ti - Sim, sou eu. - murmuro, olhando-te de cima a baixo, mordendo o lábio de seguida. Mil e um pensamentos menos próprios passavam pela minha cabeça -
Andy. - Achei bastante corajoso da tua parte sentares-te ao meu lado. Não me incomodei, o que era estranho, pois apesar de trabalhar, a minha relação com as pessoas não era a melhor. Afastei-me um pouco para te conseguires sentar e virei-me para ti. Congelei no momento em que disseste que gostavas da minha voz. Nunca ninguém me tinha ouvido a cantar pois não tinha ninguém para quem cantar. - Muito obrigado. - disse, sorrindo e ainda com as bochechas levemente rosadas -
- Vi-te bastante zangada à porta, provavelmente a tua boleia ainda não tinha chegado. Ganhei coragem e fui até. - Hey, hum, Bea não é? - perguntei sorrindo - Precisas de alguma coisa? É que pareces um pouco irritada - gargalhei, revelando as minhas covinhas. Covinhas, uma coisa que herdei da minha mãe e o motivo para sorrir tanto é esse mesmo, faz-me lembrar da minha mãe. -